Vila Verde

Cafés e restaurantes de Vila Verde em risco de fechar ‘definitivamente’

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O setor da restauração teme que o novo confinamento acabe com os negócios. Muitos donos de restaurantes confessam que já ultrapassaram o limite. Depois de quase 10 meses de pandemia a desdobrar contas, há restaurantes que pensam fechar após as regras impostas pelo novo confinamento geral. A Associação Nacional de Restaurantes diz que agora é ainda mais urgente um reforço dos apoios, tal como noticiou o Semanário V.

Portugal entrou num novo período de estado de emergência até 01 de março

Portugal entrou num novo período de estado de emergência para combater a pandemia, que se prolonga até 01 de março, mantendo-se as regras de confinamento obrigatório que estiveram em vigor nos últimos 15 dias, tal como anunciou o Semanário V.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República, mantendo as atuais medidas, passando apenas a ser permitida a venda, nos estabelecimentos de comércio a retalho que se encontrem já em funcionamento, de livros e materiais escolares. No atual contexto de pandemia de covid-19 este é o décimo primeiro estado de emergência que Portugal enfrenta.

O comércio não essencial, cafés e restaurantes vão permanecer fechados ao público, sendo apenas autorizado o ‘take-away’ e entregas ao domicílio.

A venda de qualquer tipo de bebidas à porta ou ao postigo de cafés ou restaurantes é proibida, bem como o consumo de refeições ou produtos à porta do estabelecimento ou na via pública, sendo apenas permitida a venda de produtos embalados. A venda de bebidas alcoólicas continua proibida nas áreas de serviço e nos supermercados depois das 20:00, não sendo também permitido o seu consumo na rua e é proibida a permanência em espaços públicos de lazer, que podem, contudo, ser frequentados.

Restauração de Vila Verde em desespero por reabrir portas

O Semanário V falou com um proprietário de um restaurante de Vila Verde e um proprietário de um café no concelho de Vila Verde e ambos têm o mesmo sentimento, tristeza, medo e acima de tudo incertezas no futuro.
Os empresários do ramo de restauração falam em um mês fechados, e com apoios ‘miseráveis’ para o ramo. “Quando vendias 100 refeições diárias, vendo agora 10 em take-away está a ver a diferença de faturação? Quem me paga as despesas? Quem paga aos meus funcionários?”, questiona um dos empresários visivelmente emocionado.

Ao V, estes empresários, revelam que não têm muita margem de manobra e caso não reabram portas, a única solução que vêm ao fundo no túnel é encerrar portas: “não somos só nós. Os meus colegas da área estão desesperados”.

Relembre-se que por exemplo, o café da bomba de Marrancos, fechou portas por tempo indeterminado, tal como noticiou o Semanário V.

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