Vila Verde

‘Bazuca Europeia’ esquece Vila Verde mesmo com a ‘influência’ de eurodeputado

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A Câmara Municipal de Vila Verde (CMVV) não esconde a enorme desilusão, em comunicado a que teve acesso o Semanário V, que resulta da análise do teor do Plano de Recuperação e Resiliência colocado pelo Governo de Portugal a consulta pública, na medida em que o mesmo não contempla qualquer investimento estruturante para o desenvolvimento do concelho, segundo comunicado da CMVV a que acedeu o Semanário V.
Este Plano, que se insere no âmbito da Estratégia Portugal 2030, consubstanciando um documento estratégico para as opções estruturais de Portugal ao longo da década em curso, no plano teórico, devia ter em vista a realização de reformas que ajudassem o país a sair da crise pandémica com boas perspetivas de crescimento económico e, assim, assegurar um futuro resiliente para todo o território nacional.
Na verdade, a chamada “bazuca”, que prevê que Portugal poderá aceder a um envelope financeiro sem precedentes em períodos idênticos, destina-se a que todos os Estados-Membros usufruam de apoios e de estratégias suscetíveis de alavancar a recuperação económica da mais grave depressão que a União Europeia alguma vez teve que enfrentar.

Vila Verde de fora da ‘bazuca’ causa revolta na autarquia e no PSD

Um dos grandes desígnios deste plano é promover a competitividade e a coesão territorial, no entanto e paradoxalmente, não prevê que territórios de baixa densidade, como Vila Verde, beneficiem de investimentos que representem uma verdadeira aposta na recuperação económica e no combate às assimetrias que se acentuam neste período de profunda crise em que Portugal, a Europa e o mundo se encontram mergulhados.
“Há já vários anos que o Município de Vila Verde reivindica a construção de vias estruturantes, como a Variante à sede concelhia, de crucial importância para melhorar a fluidez do intenso tráfego que diariamente percorre a EM 101 e que se encontra a braços com sérios e constrangedores congestionamentos, particularmente nas denominadas horas de ponta”,
É importante não esquecer que, no documento, se plasma que se pretende assegurar um território simultaneamente competitivo e coeso, através da promoção de investimento em infraestruturas rodoviárias transfronteiriças e de ligação às redes principais (missing links) bem como em áreas de acolhimento empresarial, sendo que “a quarta agenda temática assenta no reforço da coesão territorial, contribuindo para um desenvolvimento harmonioso do conjunto do território nacional e, em especial, para a redução da disparidade entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões, em particular das regiões mais desfavorecidas”.

PSD de Vila Verde ‘angustiado’ e sem força em Bruxelas acusa governo de ‘provocação gratuita’

Em comunicado a que acedeu o Semanário V, o PSD de Vila Verde, escreve que ‘ só provocação gratuita pode motivar o documento que o governo já apresentou em Bruxelas e que agora coloca à apreciação pública. Ignora por completo o impacto e a importância do investimento e modernização de infraestruturas que promovem desenvolvimento económico, emprego e progresso social. Repetindo a receita e a linha ideológica da Estratégia Portugal 2030, o governo PS prefere reforçar os financiamentos das grandes obras nos maiores centros urbanos, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Não apenas deixa ao abandono, como ostraciza as populações de territórios de menor densidade populacional, como o concelho de Vila Verde e o Vale do Cávado”.

Segundo a VoteWatch José Manuel Fernandes (PSD) foi o ‘eurodeputado português mais influente’

O ranking relativo a 2020, elaborado pela VoteWatch e que mede a influência dos deputados europeus dos 27 Estados-Membros da UE, hoje dado a conhecer em Bruxelas, apresenta “os deputados europeus mais bem posicionados para influenciar a formulação das políticas europeias nos próximos anos”. O político de Vila Verde é o mais influente dos 21 eurodeputados portugueses – Pedro Silva Pereira, do PS, aparece depois no 33.º lugar e Paulo Rangel, do PSD, é o 44.º – e o 7.º no universo dos 705 deputados que compõem o Parlamento, liderado pelo presidente David Maria Sassoli.

A ‘influência’ de José Manuel Fernandes não ficou patente na atribuição da bazuca europeia pois, em Vila Verde, a Autarquia PSD e toda a sua estrutura política mostrou a sua indignação com a não inclusão de obras estruturantes no concelho de Vila Verde. Bruxelas esqueceu Vila Verde e o Vale do Cávado.

Governo (PS) vai requalificar EN 101 no concelho de Vila Verde e concurso já foi lançado

A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso publico para a requalificação do troço de cerca de 20 quilómetros da Estrada Nacional 101 (EN101, em Vila Verde, que representa um investimento de 6,3 milhões de euros.
Em comunicado enviado à Lusa, aquela entidade pública refere que este investimento pretende “melhorar as condições
de mobilidade e segurança” dos utilizadores daquele troço A IP acrescenta que no local passam “milhares de utilizadores diariamente” e que “se verifica uma ocupação marginal acentuada com características urbanas e semiurbanas, nomeadamente na passagem de alguns aglomerados (habitacionais e industriais)”.
A obra tem um prazo de execução de 420 dias e vai beneficiar a EN101 entre o quilómetro 63, junto à povoação de
Figueirinha, e o quilómetro 83,460, na interceção com a EN205 atravessando 11 freguesias de Vila Verde (Vade, Sande, Vilarinho, Barros e Gomide, Pico, Pico de Regalados, Gondiães e Mós, Prado, Vila Verde e Barbudo, Loureira, Geme, Soutelo – Vila Verde e Esqueiros, Nevogilde e Travassós).
A empreitada prevê “trabalhos de beneficiação do pavimento, reforço e adequação da sinalização horizontal e vertical e equipamentos de segurança da via, de reabilitação do sistema de drenagem e de tratamento das zonas de travessia urbana”, tal como noticiou o Semanário V.

Variante: Vereadores do PS ao lado do presidente de câmara, querem inscrição da obra no Plano de Recuperação e Resiliência

Na última reunião de câmara em Vila Verde, foi aprovada por unanimidade, PSD e PS. uma proposta a solicitar a inclusão de obras estruturantes para Vila Verde no Plano de Recuperação e Resiliência.
Em comunicado enviado à redação do Semanário V, os vereadores do PS escrevem que “entendem que esta é uma matéria que tem de unir todos os Vilaverdenses, independentemente dos partidos a que pertencem. nesta matéria, não pode haver lugar para divisões de qualquer natureza. Os interesses do concelho têm de estar à frente de tudo e, como tal, temos de estar todos do mesmo lado da barricada. Acima de tudo, somos Vilaverdenses”.

No mesmo comunicado, os vereadores do Partido Socialista escreve que o Plano de Recuperação e Resiliência em discussão pública levantam observações de dois tipo de natureza, as obras estruturante para Vila Verde e que não seja dirigido apenas à Administração Pública mas sim à economia em geral.

1. Obras estruturante para Vila Verde

Na nota enviada os vereadores do PS mostram a sua solidariedade com a câmara de Vila Verde no entendimento que “sem Variante e sem nó de acesso à A3, não conseguimos ter parques empresariais modernos. E sem isto tudo, não teremos desenvolvimento económico nos diversos setores de atividade e os Vilaverdenses não terão qualidade de vida. Entre as obras que queremos ver concretizadas ao abrigo da chamada “BAZUCA”, está a variante à EN101, em Vila Verde, e o nó de ligação, na EN201, na zona da Vila de Prado. Vila Verde, é um concelho claramente carenciado de vias de comunicação estruturantes. Será mesmo um dos poucos concelhos do país que não tem uma variante. Este facto afeta decisivamente o desenvolvimento económico concelhio e a qualidade de vida dos Vilaverdenses. Além disso, todas as ligações entre Braga e os concelhos a norte de Vila Verde e o Parque Nacional da Peneda Gerês, são fortemente prejudicada pela ausência desta via de comunicação”.

2. Apoio à economia em geral e não apenas ao setor empresarial do Estado e à Administração Pública

Em relação à economia em geral os vereadores do Partido Socialista (PS) escrevem que “além das obras estruturantes de que necessitamos, entendemos que a “BAZUCA” não deve cingir-se a obras públicas. É preciso mais apoio às empresas, aos investimentos na produção, na indústria e na agricultura, entre outros dos imensos setores da nossa economia. Ou no turismo, que se depara com uma crise de dimensões bíblicas, mas que foi o sector exportador mais importante da nossa balança comercial dos últimos anos, até à eclosão da pandemia. Também aqui o Concelho de Vila Verde beneficiará diretamente se estas medidas forem abrangentes. Entendemos, assim, que o Plano de Recuperação e Resiliência tem de ser um programa para a recuperação de toda a economia nacional, e não apenas das finanças públicas, do setor empresarial do Estado e da Administração Pública. Por isso sugerimos que o documento a enviar pelo Município de Vila Verde pudesse fazer referência à economia em geral, situação que foi aceite pelo Presidente de Câmara”.

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