Vila Verde

Martinho Gonçalves critica quem vai para o PS em busca de “vergonhosos tachos”

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Martinho Gonçalves, ex-deputado na Assembleia República e ex-líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Vila Verde, veio a público através da rede social facebook expressar a sua “posição sobre a situação em que se encontra o PS de Vila Verde.”

Diz o socialista que “nos últimos anos, no PS de Vila Verde, a par daqueles vila-verdenses de muito valor, que recentemente chegaram ao partido, como, por exemplo e entre outros, o José Morais, o Luís Castro e a Cláudia Cachetas, o PS também tem sido procurado por gente que de socialistas pouco ou nada têm e de seriedade política muito menos.”

Martinho Gonçalves atira duras críticas aqueles que são capazes “de trair os seus camaradas vila-verdenses, para agradar aos mandantes da destruição do PS de Vila Verde.”

Sem nunca referir nomes, acusa pessoas que se juntam ao Partido Socialista em busca de empregos: “gente que, tendo-se juntado com o pior que o PS de Vila Verde já tinha e aliando-se àqueles dirigentes que no distrito sempre nos combateram, veio mais em busca de empregos do que de militância partidária.”

Apesar de ser público que Filipe Silva, autarca de Soutelo, e administrador-executivo nas Águas do Norte, ter sido a única pessoa de Vila Verde a “ganhar” emprego por nomeação socialista em 2017, Martinho Gonçalves não o identifica, dizendo apenas que fala de “gente que respeita mais, e até venera, aqueles que lhes podem ajudar a colocar nos vergonhosos tachos na Administração Pública ou numa qualquer empresa estatal”.

“Na política não pode valer tudo”, diz.

O Semanário V tentou obter uma reação de Filipe Silva, mas sem sucesso até ao momento da publicação desta notícia.

Partido Socialista de Vila Verde em crise

Uma clara divisão interna, que já se alastra há muito tempo, culminou nas últimas semanas numa série de demissões na Comissão Política do PS de Vila Verde. Samuel Estrada, o na altura presidente, foi o primeiro: renunciou ao cargo a 22 de janeiro deste ano. Reconheceu não ter conseguido “unir e pacificar as diversas fações do partido.”

No seguimento, José Morais, atual vereador, também renunciou ao cargo que tinha na Comissão Política e disse mesmo que não seria candidato nas próximas Eleições Autárquicas. Seguiram-lhe os passos Luís Castro (também vereador), Júlio Zamith, Costa Pereira, Ricardo Arantes e Miguel Fernandes (responsável pela tesouraria do partido).

A Comissão Política do PS de Vila Verde, atualmente com Conceição Alves no leme, reuniu hoje para análise e definição do caminho a seguir para a preparação do partido às Eleições Autárquicas deste ano.

 

 

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