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André Ventura afirma que o Chega é já um dos “maiores partidos” em Portugal

(c) LUSA
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André Ventura sublinhou que o Chega é já um dos “maiores partidos” em Portugal e recordou que foi o terceiro candidato mais votado nas eleições presidenciais de janeiro, com cerca de 500 mil votos, em declarações feitas na Madeira.

“Eu pensava que a clandestinidade estava nos livros de história em Portugal, mas aparentemente não está. Está na nossa realidade no dia a dia e, portanto, nós vamos responder muito veementemente a isso, com todas as forças, com tudo o que pudermos ainda neste mês de março”, advertiu.

Em 04 de fevereiro, o Diário de Notícias (DN) avançou que Ana Gomes tinha pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) que reapreciasse a legalização do Chega como força política, alegando que este partido viola a Constituição da República, e investigue a origem do seu financiamento.

Na mesma notícia, o DN adiantou que a ex-eurodeputada socialista enviou a sua participação “à presidente da Comissão Europeia, ao presidente do Parlamento Europeu, ao diretor da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, ao secretário-geral do Conselho da Europa, ao secretário-geral da ONU e aos diretores da Europol e do Eurojust”.

“Se o Chega for ilegalizado, se os dirigentes do Chega forem remetidos para a clandestinidade, o problema não é o Chega, nem o André Ventura, nem os seus dirigentes, é que amanhã serão vocês e outros, os jornalistas e outros partidos”, afirmou André Ventura. O presidente do Chega deslocou-se à Madeira no âmbito do processo de eleição interna, agendada para 06 de março, em que é recandidato à liderança do partido.

“A Madeira será um dos palcos mais importantes das batalhas políticas que vamos travar”, disse, sublinhando que pretende ganhar “força” na região autónoma já nas eleições autárquicas deste ano e, desse modo, “condicionar o exercício do poder na maior parte das autarquias”.

Nas eleições presidenciais de janeiro, André Ventura ficou em segundo lugar na Região Autónoma da Madeira, obtendo 9,95% dos votos, logo a seguir a Marcelo Rebelo de Sousa, com 72,16%.

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