Vila Verde

Câmara quer ceder terrenos ao Vilaverdense FC mas dúvidas no contrato trava ‘negócio’

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Pelo Presidente da Assembleia Municipal, Carlos Arantes, para os efeitos convenientes, na ordem de trabalhos constante da convocatória da sessão da Assembleia Municipal de Vila Verde, nos Assuntos Propostos pela Câmara Municipal, tinha um ponto que enunciava “a constituição de direito de superfície a estabelecer com o Vilaverdense Futebol Clube, acompanhado com informação da Chefe da Divisão Jurídica, que se tratava de uma minuta de Escritura de Constituição do Direito de Superfície do contrato que a Câmara Municipal de Vila Verde pretendia assinar com o Vilaverdense Futebol Clube .

Cedência por 65 anos

A Câmara Municipal pretende ceder dois espaços ao Vilaverdense Futebol Clube, o “Campo Cruz do Reguengo” e o Estádio Municipal de Vila Verde, com áreas globais de mais de 55 mil metros quadrados, na freguesia de Sabariz, no concelho de Vila Verde.

Presidente da Câmara de Vila Verde não apresentou o ponto / minuta

Para espanto da oposição, o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, prescindiu da apresentação do ponto 4.2 constante na ordem e trabalhos da Assembleia Municipal, tomando a palavra o Deputado Samuel Estrada, do Partido Socialista (PS) que alertou para ‘dúvidas’ e algumas possíveis irregularidades na Minuta apresentada, fazendo a proposta para o ponto ser revisto e passar à votação numa próxima Assembleia Municipal depois de analisado para segundo Samuel Estrada, “não voltar a cometer erros do passado”.

Presidente da Assembleia Municipal ‘concordou’ com Samuel Estrada (PS)

O Presidente da Assembleia Municipal Carlos Arantes tomou a palavra e ‘concordou’ com as palavras de Samuel Estrada, e especificamente num dos pontos apresentados na Minuta sobre a inclusão da Sociedade Anónima Desportiva neste processo. Esta tomada de posição levou o presidente António Vilela tomou a palavra para defender a Minuta e o departamento jurídico da Câmara Municipal “esta minuta foi escrita por juristas da Câmara Municipal e confiava no trabalho elaborado”.

‘Pressão’ levou António Vilela a retirar o ponto

O Partido Socialista, inconformado com a posição do executivo municipal, acusou a minuta de ser ‘opaca’ e que não votaria teste ponte, “não é este trabalho que quero passar para os nossos netos”.
O presidente de Câmara foi ‘pressionado’ a retirar o ponto e esta minuta será revista para depois ser levada novamente à aprovação na Assembleia Municipal.

É um ato quase histórico em Vila Verde, a maioria PSD ceder à pressão da Assembleia Municipal e retirar um ponto que seria votado em Assembleia sendo proposto pela Câmara Municipal.

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