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Fechada, churrasqueira em Portugal doa excedente de laranjas a quem precisa

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António Ferreira da Rocha, fundador da Churrasqueira Rocha, nasceu em 1926 numa pequena aldeia do concelho de Mealhada, nascido no seio de uma família humilde, cedo demonstrou um empreendedorismo invulgar para o seu meio. Direcionou a sua vida profissional para a hotelaria, tendo desempenhado quase todas as tarefas possíveis nesta área.

 

Em 1957, a convite de um empresário, foi trabalhar para Angola onde enriqueceu os seus conhecimentos. Em 1961 regressou, e nessa altura, abriu o seu primeiro restaurante (por razões económicas), num imóvel alugado. Passados alguns anos, em 1979, na impossibilidade de aquisição da mesma, resolveu construir o seu próprio espaço.
Abriu a Churrasqueira Rocha, porque pelo seu espírito aventureiro e inovador acreditava que era interessante promover especialidades angolanas como o franguinho de churrasco e grelhados em geral. Apesar do sucesso dos novos pratos a vontade dos clientes fidelizados venceu e o leitão que ele tão bem sabia assar, continuou a ser o prato principal.
Por questões de saúde a partir de 1995 seu filho, José Rocha, então médico no centro de saúde de Mealhada, começou a apoiá-lo, tinha também grande experiência na área já que desde criança viveu e trabalhou com o pai enquanto estudava.

Em 2003 José Rocha troca definitivamente a sua profissão pelo restaurante, e tal como foi um profissional dinâmico, cumpridor e interessado na medicina, mostrou-se também um excelente gestor do restaurante do seu pai.
Fez parte do grupo dinamizador das 4 Maravilhas da mesa da Mealhada, lutando sempre pela excelência dos produtos apresentados. Pôs toda a sua gana na defesa das características dos produtos regionais face às exigências da Comunidade Europeia, lutando quer pela sua casa, quer pela restauração da Mealhada em geral.
Infelizmente faleceu relativamente cedo, não sem no entanto deixar preparada uma equipa que continua rigorosamente a seguir a sua filosofia.

Oferta de excedentes de laranjas
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Um gesto nobre por parte da gerência está a emocionar o país. Colocaram excedentes de laranjas para que as pessoas que necessitem, levem, em forma “racional, a pensar nas outras pessoas”. Esta é uma forma de aproveitar o excedente a pensar também nas necessidades que as pessoas passam com a crise provocada pela pandemia Covid-19.

 

 

 

 

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