Viana do Castelo

Antigos alunos do IPVC de Viana, um deles de Braga, criam a “The baby bottle belt”

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A pensar em quem tem que conciliar filhos bebés com as tarefas domésticas e emprego, sobretudo neste contexto de confinamento, o grupo de design Developkings, desenvolveu o “The baby bottle belt”. O conceito do projeto passa por possibilitar aos pais, libertar uma mão enquanto se está a dar o biberão ao bebé, permitindo assim efetuar outras atividades em simultâneo. A ideia que originou o desenvolvimento do “The Baby Bottle Belt” nasceu de uma necessidade sentida por Emanuel Ferreira, ex-aluno de Design do Produto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e um dos fundadores do DevelopKing, constituído por mais 3 alumni de Design do Produto: Ricardo Fonseca, Emanuel Maia e Luís Castro. Atualmente estes ex-alunos Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC] vivem em diferentes países: 1 em Portugal, 1 em Espanha, 1 na Alemanha e 1 na Índia.

Esta segunda-feira, dia 15 de março, pelas 18h, o grupo vai estar em direto no Instagram do IPVC, para falar de mais um projeto partilhado e falar do conceito do grupo de design Developkings.

O que é o “The Baby Bottle Belt”

A ideia nasceu em novembro do ano passado, começa por explicar Emanuel Ferreira, que na altura esperava o nascimento do seu segundo filho. Com uma filha de 2 anos em casa devido ao confinamento, o alumni de design do produto do IPVC, começou a pensar como conciliar a atividade profissional com as tarefas associadas a duas crianças pequenas. “Como a minha filha mais nova foi alimentada com biberão desde o primeiro dia comecei a pensar de como iria gerir, brincar/interagir com ela e dar o biberão ao mais novo”. Considerando a experiência anterior, Emanuel Ferreira diz que demorava nessas tarefas “cerca de 20 a 30 minutos, 5 vezes por dia”, pelo que, percebeu que teria que encontrar uma solução.
Foi então que começaram a fazer protótipos. Em dezembro nasceu o Afonso e das 5 vezes ao dia testava 3. No final do mês, revela, “já tinha o projeto resolvido”.
No mês de janeiro o grupo fez uma pequena uma pequena produção que rapidamente se vendeu. “Vendemos todos os cintos que fizemos e obtivemos apenas feedback positivo e várias sugestões que nos permitiram afinar o produto”. No final de janeiro o grupo decidiu dar a conhecer o projeto com a criação de uma página específica. “Criámos a Founders Edition e fizemos mais uma pequena produção do cinto com o intuito de promover o projeto enquanto esperamos pela versão industrial que está neste momento a ser produzida”.

Em suma, revelam que o objetivo deste novo projeto foi o de “encontrar uma solução para ajudar os pais, que neste momento se encontram em confinamento com os seus bebés e filhos mais pequenos a terem mais e melhor mobilidade. “O conceito é libertar uma mão quando se está a dar o biberão ao bebé, permitindo assim efetuar outras atividades. Um bebé, em média bebe 5 vezes ao dia e os seus timings não são sempre os melhores, principalmente agora que muitos pais têm de fazer teletrabalho, ou que têm um segundo filho em casa que também requer atenção”. Emanuel Ferreira diz que fala por experiência própria e que “ foi pela necessidade que nasceu o projeto “the baby bottle belt” eu acaba poer ser um bom exemplo de como um objeto simples pode muitas vezes ter um grande impacto”.
Os alumni de Design de Produto do IPVC referem que a grande “vantagem deste produto é permitir dar o biberão e manter uma mão livre. Isso permite simultaneamente fazer outras atividades, como brincar/cuidar de um segundo filho, trabalhar no computador, o que é especialmente prático se estiver em teletrabalho, receber encomendas, ler, etc… Permite igualmente aos pais movimentarem-se/andar enquanto alimenta o bebé”. Outra das vantagens, referem, “é o tamanho reduzido do cinto que permite que seja transportado no bolso do carrinho, bolsas do bebé ou no bolso de um casaco”.

Os criadores explicam que “o biberão não é forçado contra o bebé, sendo apenas parcialmente suportado pelo peso do biberão que o mantém em posição. O bebé pode parar de beber e tirar o biberão da boca com facilidade”.

O projeto foi já apresentado a vários grupos de pais tendo a feedback sido muito positivo. “A resposta que mais ouvimos é porque é que isto não saiu antes, porque agora os filhos já estão grandes. Os que têm filhos gostam e apoiam o projeto e alguns compram”. O único feedback ligeiramente mais negativo, revelam, “vem dos pais que consideram que os bebés devem beber com os pais a olhar para eles para manter a ligação”.
Quanto ao futuro do projeto revelam estar “com grandes espectativas, vamos fazer agora uma grande tiragem para termos à venda no site e para enviar como amostras para algumas empresas que se mostraram interessados em comercializar o produto”.

A Developkings reúne alumni de design do IPVC

Criada em 2015 por Emanuel Ferreira e por Ricardo Fonseca, como um grupo de design, a Developkings pretende “ser um grupo onde podemos expor ideias e conceitos que considerámos que merecem ser partilhados em vez de ficar na gaveta por diversos motivos. É um grupo onde partilhamos técnicas e tecnologias que vamos desenvolvendo e tentar provocar a discussão de temas que podem melhorar a condição humana”.
Enquanto grupo, revelam, “todos temos o poder de publicar um projeto individual ou em conjunto, mesmo que um projeto não integre todos os elementos, no entanto, podemos contar sempre com a experiência e com o conhecimento dos outros membros para brainstorms e opiniões. Foi esse gosto pela partilha de conhecimento e pela possibilidade de fazer brainstorm com pessoas interessantes e interessadas que atraiu posteriormente o Emanuel e o Pedro. Com o tempo decidimos também oferecer os nossos serviços a quem se identificar com a nossa postura e mentalidade”.

Quem são ?

Luis Pedro de Castro nasceu em Guimarães, em 1981. Estudou design de Produto no Instituto Politécnico de Viana do Castelo e cedo descobriu que a sua paixão pela fotografia como dispositivo de comunicação superava o interesse em encher o mundo de cadeiras mais elegantes. Enquanto estudava fotografia em Barcelona, dedicou-se a retratar interpretações fluídas de teoria de gênero e performance pós-pornográfica. Começou a manipular as suas fotografias usando um software digital para alcançar uma estética inspirada na pintura renascentista e como uma forma de criar consistência visual a partir de fotos tiradas com várias máquinas emprestadas por amigos.

Emanuel Maia nasceu no Porto em 1978, estudou na Escola Soares dos Reis Artes visuais e no Instituto Politécnico de Viana do Castela na Escola Superior de Tecnologia e Gestão Design do Produto. A minha paixão por 3D Design D leva-me a mundos não existentes, deu-me um novo potencial na criatividade e em tecnologia. Foi professor universitário e head of department em Delhi no curso de design do produto, daí foi para Singapura onde deu aulas no curso de design do Produto durante 3 anos, e voltou para Delhi na India para ser Reitor da Escola de Práticas Criativas no ensino superior onde se encontra.

Ricardo Manuel Lopes da Fonseca nasceu em São, João de ponte, Guimarães em 1976. A sua formação tem ido ao encontro desta necessidade de se aprofundar na prática criativa. É técnico profissional de design industrial, designer de produto, possui o CET de design de calçado e é ilustrador.
É apologista do brainstorming e a conceptualização de produto e o seu país de referência é o japão e a sua cultura dedicada á celebração do valor da ação humana.

Emanuel D Ferreira nasceu em Sobreposta, Braga em 1984. Tirou o curso geral de Artes na Escola Secundária Carlos Amarante com a qual viajou para Macau para fazer a primeira exposição de pintura portuguesa pós transição da ilha para a China. Foi nessa escola que descobriu o gosto pelo design e seguiu os seus estudos na ESTG – IPVC onde tirou design do produto.
No seu percurso profissional como designer trabalhou para várias marcas reputadas nacionais e internacionais, seguido por uma passagem pelo ensino e numa mudança radical abriu a primeira empresa de impressão 3D Open source de Portugal. Fundou juntamente com o Ricardo Fonseca a Developkings à qual se tem dedicado até hoje.

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