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PAN questiona hospital de Famalicão sobre resposta a utentes não Covid-19

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A Comissão Política Concelhia do PAN questionou a Administração do Centro Hospitalar Médio Ave (CHMA) sobre um alegado caso de tratamento indevido na prestação dos serviços médicos, no seguimento de uma denúncia recebida.

De acordo com o relato, a paciente encontrava-se num quarto em isolamento, e, sem ser informada do seu diagnóstico, foi transferida, sem qualquer aviso prévio, para um quarto onde estariam mais dois pacientes do sexo masculino. A situação foi agravada pelo facto de, alegadamente, a paciente ter sido gravemente perturbada por um outro paciente, motivando uma situação grave de stress e ansiedade. Deste incidente, resultaram danos nos bens essenciais da paciente, os quais não foram substituídos por falta de stock por parte do Hospital, tendo sido os mesmos entregues por familiares. Tanto quanto se sabe, logo após o ocorrido, os familiares terão solicitado esclarecimentos aos órgãos responsáveis do Hospital. Contudo, sem sucesso.

O PAN solicitou esclarecimentos ao presidente do conselho administrativo do Hospital, Dr. António Alberto Barbosa, sobre os procedimentos que estão a ser adotados para casos de pacientes internados ainda sem diagnóstico e de que forma é garantida a privacidade e a segurança dos mesmos.

A concelhia do PAN pretende também ver esclarecida a alegada falta de bens essenciais e de que forma está a ser garantida a higiene dos utentes, nomeadamente na prevenção de transmissão de algum tipo de vírus.

O PAN questionou ainda se se confirma a prática de quartos partilhados e quais os motivos que levaram à decisão da não separação por género dos utentes internados. Por fim, a concelhia quer obter esclarecimentos sobre que procedimentos foram assumidos desde 2020 pelo Hospital por forma a dar resposta aos utentes não COVID-19.

“O PAN reconhece todo o esforço e resiliência que os profissionais têm demonstrado na resposta ao contexto sanitário que vivemos. Desde há um ano que o SNS atravessa grandes desafios e a falta de recursos humanos colocou em causa muitas das respostas que deveriam ter sido garantidas. Contudo, importa-nos, igualmente, que qualquer utente seja tratado e respeitado em todo o processo de prestação de cuidados de saúde. Atendendo, especialmente, às contingências impostas, o PAN considera que aos acompanhantes deverá ser garantida, toda a informação sobre o estado atual de saúde da paciente e respetiva evolução clínica.” – refere Sandra Pimenta, porta-voz da Concelhia do PAN de Famalicão.

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