Vila Verde

Vila Verde. Chega quer que António Vilela renuncie mandato

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O Tribunal de Braga condenou a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, e a perda de mandato o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela (PSD), por um crime de prevaricação, tal como noticiou o Semanário V.

O processo está relacionado com um concurso público para chefe da Divisão Financeira do município, que o tribunal considerou ter sido um “fato à medida” da candidata vencedora. Para a suspensão da pena de prisão, António Vilela terá de, no prazo máximo de 18 meses, proceder ao pagamento de 7.500 euros à instituição “Oficina de S. José”, de Braga.

No processo, são ainda arguidos os três membros do júri do concurso, designadamente o então vereador António Zamith Rosas, a chefe da Divisão Jurídica do município e o antigo professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho António Ferraz, que foram absolvidos.

Em tribunal, António Vilela disse que não teve qualquer participação na elaboração do concurso e que a candidata vencedora não era do seu “círculo” de amigos nem das suas relações.

Vilela sublinhou que apenas a conheceu como “colega” num curto curso em contratação pública que fez em Coimbra.

Garantiu ainda que, em 2009, ano do concurso, não sabia que a candidata teria ligações ao PSD nem que ela tinha trabalhado na Câmara de Gaia, na liderança de Luís Filipe Menezes.

“Nunca a tinha visto ligada à máquina partidária”, referiu ainda o autarca de Vila Verde, que juntou ao processo uma declaração do PSD em que consta que, na altura, a candidata vencedora do concurso não era militante do partido.

O autarca negou qualquer participação no estabelecimento dos critérios do concurso, afirmando que essa teria sido uma responsabilidade do júri.

Afirmou ainda que não intercedeu junto de ninguém para influenciar o desfecho do concurso.

A candidata vencedora haveria de se filiar no PSD em julho de 2011.

Os argumentos do autarca não convenceram o tribunal, que acabou por o condenar.

Fernando Feitor, líder do Chega Vila Verde, diz que Vilela difama o concelho de Vila Verde e envergonha os eleitores que votaram nele: “não reúne neste momento nem confiança nem credibilidade para se encontrar à frente da autarquia.”

Em carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Fernando Feitor questiona António Vilela o porquê de não ter renunciado ao mandato de presidente da autarquia.

Vilela não tem condições para continuar a liderar a Câmara, acusa o Chega Vila Verde

Na carta enviada ao Semanário V, o Chega revela que “na visão política do partido Chega, e após esta condenação e os restantes casos judiciais nos quais o senhor presidente se encontra envolvido, difamando dessa forma o nosso concelho e envergonhando os eleitores que votaram em si, não reúne neste momento nem confiança nem credibilidade para se encontrar à frente da autarquia. O partido Chega solicita assim, através de Carta Aberta ao presidente e a todos os vila-verdenses que nos esclareça qual a sua posição relacionada com este assunto. Oportunamente, colocaremos, de igual forma, questões à candidata Júlia Fernandes, a candidata pelo seu partido à autarquia nos processos nos quais se encontra envolvida judicialmente. Aguardamos uma resposta célere por forma a que possamos ficar todos esclarecidos”, conclui.

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