Braga

De 2013 a 2020 foram criados mais de 500 postos de trabalho por ano em Braga

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Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e da InvestBraga, lembrou que ao longo dos últimos anos, Braga viveu uma realidade um pouco heterogénea. De 2013 até ao início de 2020, a Cidade assistiu a um período de grande fulgor em termos de criação de emprego e de crescimento económico que se materializou numa ultrapassagem muito superior à meta estabelecida no Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico de criação líquida de cerca de 500 postos de trabalho por ano, tendo como suporte um projecto desenvolvido com as Empresas de Braga o WorkInBraga.pt, tal como noticiou o Semanário V.

“A verdade é que durante esse período conseguimos ultrapassar em larga escala esse número e tornarmo-nos num destino extremamente apetecível para a criação de emprego”, referiu Ricardo Rio, explicando que essa realidade se transfigurou um pouco desde que se iniciou a pandemia. “Caso contrário teríamos certamente batido o mínimo no número de desempregados no Concelho que em 2020 era de seis mil inscritos no IEFP. Obviamente hoje estamos numa realidade bem diferente com mais 1.800 desempregados face a esse registo”, adiantou o autarca, lembrando que esta “é uma fonte de preocupação e uma responsabilidade acrescida com que temos que encarar o futuro”.

Nesta sessão, que contou com o contributo de Carla Vale, delegada regional Norte do IEFP, foi possível perceber que a pandemia afectou a dinâmica do emprego no Concelho, uma vez que o número de desempregados inscritos é de 7.797, com 34% desse total a corresponder a desempregados há mais de um ano e 66% há menos de 12 meses. Comparado com o total da região Norte (159.942), 44% são desempregados há mais de um ano e 56% correspondem a inscrições inferiores a um ano.

Entre Janeiro de 2020 a Fevereiro de 2021 os desempregados com idade inferior a 35 anos passou de 30% para 34%. Quanto ao grau de escolaridade, 47% dos desempregados no Concelho têm habilitações inferiores ao ensino secundário, 33% têm o secundário como habilitação académica e 20% do ensino superior.

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