Braga

Lançado concurso no valor de 30 milhões de euros para nova ETAR de Braga

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Este é um investimento que esta Administração e este Executivo Camarário têm como prioritário pois permite aumentar a resiliência do Sistema Cidade de Braga, bem como o reforço substancial da capacidade de tratamento instalada, e ainda pela divisão dos caudais de descarga em duas bacias hidrográficas (Cávado e Ave), mantendo-se, no entanto, a interligação entre os Sistemas, permitindo corrigir definitivamente os problemas atuais existentes.
O principal objetivo do investimento a realizar consiste no reforço do Sistema de Tratamento de Águas Residuais do Concelho de Braga, o que só será conseguido com a construção da nova ETAR do Este, que drenará para uma outra bacia, a bacia hidrográfica do rio Ave, e terá capacidade de tratamento dos efluentes de cerca de 200.000 habitantes equivalentes, e, assim, irá eliminar as atuais descargas indevidas, constituindo em conjunto com a ETAR de Frossos, a garantia de capacidade de tratamento e de descarga necessárias para o cumprimento da Diretiva Águas Residuais Urbanas no respetivo Sistema.

Com esta nova ETAR serão obtidos elevados benefícios ambientais e de saúde pública

Com esta nova ETAR serão obtidos elevados benefícios ambientais e de saúde pública, permitindo não só tratar convenientemente as águas residuais do Sistema Cidade de Braga, com um importante impacto no sistema sensível onde se encontra, mas também permitir dividir a descarga de caudais entre as 2 bacias hidrográficas (Cávado e Ave) com inevitáveis benefícios ambientais, visando também contribuir de forma mais resiliente e sustentada para o cumprimento da Diretiva Comunitária e da legislação nacional relativa ao tratamento de Águas Residuais Urbanas.
Verifica-se que a ETAR de Frossos atingiu já o seu horizonte de projeto, quer ao nível de caudais como de cargas poluentes, tendo-se inclusive em determinados períodos superado as condições de dimensionamento, pois não permite encaixar picos de caudal que resultam de condições de elevada pluviosidade, o que gera impactos no meio recetor.
Apesar dos elevados investimentos de ampliação e reabilitação realizados na ETAR de Frossos ao longo destes 7 anos (3 milhões de euros), esta apresenta, nas atuais condições de afluência, sérias limitações operacionais.
Para colmatar estas fragilidades, a AGERE apresentou um projeto, já aprovado, para proceder à construção de uma nova ETAR, denominada por ETAR do Este, na bacia do rio Este, tendo-se apurado os seguintes dados estatísticos, preliminares:

Esta estratégia de atuação, tal como já referido, permite aumentar a resiliência do Sistema, quer pelo reforço substancial da capacidade de tratamento instalada, quer pela divisão dos caudais de descarga em duas bacias, mantendo-se, no entanto, a interligação entre os Sistemas.
A construção de uma ETAR no vale do rio Este visa essencialmente assegurar a proteção do ambiente em geral, contribuindo para a melhoria da qualidade das massas de água, na medida em que assegurará que a ETAR de Frossos operará dentro das suas condições ideais de tratamento. A criação de capacidade incremental de tratamento de águas residuais no Município de Braga, para além do contributo para a melhoria da qualidade das massas de água, incentivará o esforço de aumento da taxa de adesão à rede de saneamento, permitindo ainda acomodar efluentes provenientes do crescimento populacional expectável.
Em complemento, importa gerir o risco associado ao Sistema Cidade através da divisão dos caudais de descarga em duas bacias hidrográficas distintas (rio Cávado e rio Ave), o que permitirá ainda:
• Redução do risco de operação do aqueduto designado de “Túnel”, infraestrutura antiga, cuja função original foi adaptada, e que é utilizada para drenagem de uma percentagem significativa das águas residuais tratadas na ETAR de Frossos;
• Prevenção do risco e adaptação a fenómenos decorrentes de alterações climáticas, que poderão incluir cheias/inundações e a intensificação de picos de precipitação.

Na solução preconizada, a ETAR do Este será equipada com tratamento secundário para remoção de carga de carbono presente no efluente, detendo ainda a capacidade de oxigenação necessária à ocorrência dos processos de nitrificação e de desnitrificação. Em acréscimo, será ainda dotada de desinfeção, garantido um tratamento mais avançado que o secundário.
O projeto base já desenvolvido permite dar resposta às seguintes premissas:
• Atingir o grau de qualidade do efluente tratado conforme legislação vigente;
• Oferecer robustez e segurança de operação;
• Minimizar custos de construção e operação de tratamento;
• Garantir a flexibilidade de todos os órgãos do processo, em relação a variações de caudais e de cargas poluentes;
• Reutilizar a água residual tratada para uso interno e outros que se venham a mostrar compatíveis.
• Evoluir com o tratamento das lamas produzidas no processo garantindo a compatibilização com destino ambientalmente adequado

A construção desta ETAR pressupõe a instalação de uma câmara repartidora de caudais que permitirá a divisão hidráulica, que introduzirá flexibilidade no sistema de drenagem e tratamento, e ainda a construção de um emissário de DN1000 com cerca de 3,7 km.
A implementação deste plano de ação configura uma estratégia de curto prazo com impacto a médio/longo prazo, sem a qual a AGERE teria dificuldades em responder à sua missão principal, colocando em risco a segurança, a qualidade das massas de água, e incumprindo com os objetivos de sustentabilidade que lhe são inerentes.
Urge, assim, proceder à construção da nova ETAR do Este.
Esta nova ETAR permitirá solucionar todos os problemas mencionados, tendo como principais vantagens:
• Aumento da resiliência do principal sistema de saneamento do Município de Braga;
• Aumento da capacidade de drenagem e tratamento de efluentes, permitindo acomodar o expectável aumento da taxa de adesão à rede pública de saneamento, o crescimento populacional e a retoma económica do setor transformador;
• Resolução de debilidades presentes que dificultam a proteção de valores ambientais e conservação da biodiversidade;
• Divisão dos efluentes atualmente encaminhados para a ETAR de Frossos por 2 bacias hidrográficas distintas (Rio Cávado e Rio Ave);
• Criação de condições para minimização do risco de operação do sistema, com a introdução da possibilidade de gestão do caudal encaminhado para a ETAR de Frossos;
• Redução do risco de operação do aqueduto designado de “Túnel”, infraestrutura antiga, cuja função original foi adaptada e que é utilizada para drenagem de uma percentagem significativa dos esgotos tratados na ETAR de Frossos;
• Redução do volume de efluente descarregado em zona sensível;
• Redução da pressão ambiental exercida no rio Torto/ribeira de Panóias, curso de água com reduzido caudal estival, onde são descarregados os efluentes da ETAR de Frossos;
• Prevenção do risco e adaptação a fenómenos decorrentes de alterações climáticas, que poderão incluir cheias/inundações e a intensificação de picos de precipitação;
• Gestão/monitorização das afluências indevidas aos sistemas, através da constituição de novas zonas de medição e controlo;
• Promoção de eficiência na utilização dos recursos, pela introdução de tecnologias de tratamento mais evoluídas e que permitam ganhos ao nível do consumo de água e energia elétrica.;
• Aumento do potencial de reutilização de águas residuais tratadas.

“Resta por fim agradecer o empenho dos diversos grupos de trabalho da AGERE, do Ministério do Ambiente, da Câmara Municipal de Braga, do POSEUR e da APA, que uniram esforços para que fosse possível o respetivo financiamento ainda neste quadro comunitário. Um agradecimento especial, uma vez mais, aos grupos parlamentares do PSD, do PCP e do BE, nas pessoas dos seus líderes parlamentares, por terem reunido com a Administração da AGERE, entendendo a urgência deste investimento não só para o concelho de Braga, mas também para toda a região, e em função da mesma, terem encetado todos os esforços possíveis para a sua concretização”, escreve a administração em comunicado enviado à redação do Semanário V.

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