Vila Verde

Centro Escolar de Prado assinala mês contra a violência infantil

(C) Associação de pais Centro Escolar Prado
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“Assim assinalou o pré-escolar o mês contra a violência infantil”, escreve a associação de pais do centro escola de Prado.

História do Laço Azul

Em 1989 nos Estados Unidos da América, concretamente no Estado da Virgínia, surgiu o “ Movimento do Laço Azul”.

Este movimento foi criado por Bonnie W. Finney, depois de saber que os seus netos tinham sido vítimas de maus-tratos por parte dos pais. As crianças apresentavam nódoas negras pelo corpo. O neto acabou mesmo por ser assassinado pelos pais. Como maneira de lidar com a dor, atou um laço azul à antena do seu carro.

Escolheu esta cor com a finalidade de representar os corpos magoados e repletos de nódoas negras dos seus dois netos, tornando-se ao mesmo tempo um símbolo de alerta para a luta na protecção das crianças contra os maus-tratos.

O movimento ganhou relevância a nível mundial e enfatiza o efeito da preocupação que cada cidadão pode ter no despertar das consciências da população, em relação aos maus-tratos contra as crianças, na prevenção, promoção e protecção dos seus direitos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), caracterizam-se como “abusos ou maus-tratos às crianças, todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos actuais ou potenciais para a saúde da criança, sua sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder”.

Os maus-tratos constituem-se como grandes problemas para o desenvolvimento das crianças, repercutindo-se mesmo ao longo da sua vida. Destaca-se a depressão, agressividade, abuso de drogas, problemas de saúde e infelicidade, anos depois de terem cessado os maus-tratos.

É inequívoco que todos os cidadãos devem contribuir para a prevenção de maus-tratos na infância/adolescência. É consensual que os diversos problemas que as populações enfrentam na actualidade – questões relacionadas com a pobreza, habitação, emprego, escola, cuidados de saúde e outros sistemas comunitários – são factores de risco.

Os maus-tratos físicos, psíquicos e sociais constituem um fenómeno que afecta a criança/jovem, por acção ou omissão das pessoas que têm de cuidar dela, daquelas com quem convive habitualmente e da comunidade em geral. Neste sentido, pode afirmar-se que o fenómeno da criança maltratada corresponde, em sentido lato, a um problema de saúde pública que consubstancia, regra geral, uma forma de “hereditariedade social”.

Para que os serviços de saúde se tornem mais efectivos nesta matéria, é essencial a melhoria da aplicação dos mecanismos de prevenção da ocorrência dos maus-tratos, da detecção precoce das situações de risco e de perigo, do acompanhamento e prestação de cuidados e da sinalização e/ou encaminhamento de casos para outros serviços, sempre que se justifique, no âmbito de uma eficiente articulação funcional.

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