Vila Verde

Utentes da Santa Casa de Vila Verde criam altar para oração no “Mês de Maria”

(c) Santa Casa de Vila Verde
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Os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, na unidade de Vila Verde, criaram o seu altar com a imagem de Nossa Senhora, no mês de Maio, mês de devoção. “Com devoção, fé e esperança iniciamos o mês de Maria com a recitação do terço pelos nossos utentes num momento onde lembramos todas as vítimas da Covid-19, todos os nossos familiares, equipa, dirigentes, utentes, crianças, amigos e benfeitores num ano difícil mas com a esperança de dias mais risonhos com a ajuda de Nossa Senhora”, escreve a Santa casa de Vila Verde em comunicado nas suas redes sociais a que acedeu o Semanário V.

Fotos: Santa Casa de Vila Verde

“O Mês de Maria”

Há vários séculos, a Igreja Católica dedica todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.

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