Saúde

Portugueses com doenças graves culpam pandemia de prejudicar a sua saúde

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O estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio”, retrato sociológico sobre a saúde em Portugal, realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, revela alguns dos impactos que a pandemia está a ter na saúde dos portugueses. A investigação teve a coordenação da Return On Ideas e o acompanhamento da Professora Doutora Maria do Céu Machado, Presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, Professora Catedrática Jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ex-Presidente do Infarmed.

Durante este período pandémico, milhares de doentes ficaram sem consultas, tratamentos ou cirurgias de que necessitavam. O adiamento destas intervenções e das que ficaram por diagnosticar, sugere um agravamento dos indicadores de saúde a curto prazo. Desta forma, 30% dos portugueses inquiridos que sofre de uma doença grave, acusa a pandemia de prejudicar a sua saúde, nomeadamente por “piorar o acompanhamento médico de doenças ou problemas”.

No geral, o estudo não reconhece implicações expressivas da pandemia no estado de saúde dos portugueses. 69% dos inquiridos indicam que a pandemia não teve qualquer impacto na sua saúde. Por outro lado, dos 28% dos inquiridos que reconhecem algum efeito negativo, 62% atribuem ao “sedentarismo” e 52% à “ansiedade”. No entanto, a ameaça da doença introduziu mudanças na relação dos portugueses com a saúde, levando um em cada quatro portugueses inquiridos a reconhecer que “procurou mais informação sobre saúde” e um em cada cinco inquiridos a admitir que “reduziu o recurso a médicos por rotina ou prevenção”.

Segundo o estudo, acredita-se que ainda estão por revelar as piores marcas da Covid-19, ao nível da saúde física e mental. 13,5% dos inquiridos reconhece que o contexto de pandemia está na base de uma sensação de descontrolo sobre a sua própria saúde, estando mais relacionado com a instabilidade ou fragilidade emocional do que física. Mais informações aqui

Sobre o Estudo

“A SAÚDE DOS PORTUGUESES – UM BI EM NOME PRÓPRIO” é o primeiro estudo do projeto Saúdes.
Foi seguida uma metodologia quali-quanti: num primeiro momento, com recurso a 22 entrevistas individuais aprofundadas (4 das quais a profissionais de saúde), observou-se o impacto que a vivência pessoal tem na saúde; a metodologia quantitativa que se seguiu, com entrevistas a 1.209 portugueses, numa amostra representativa da população portuguesa, permitiu mapear e aprofundar a realidade encontrada.
O trabalho de campo decorreu em out/nov 2020 (qualitativo) e, posteriormente, janeiro de 2021 (quantitativo).

SOBRE A RETURN ON IDEAS

Fundada em 2008, a Return on Ideas (ROI) é uma empresa de consultoria e de criação de conhecimento que apoia empresas e organizações públicas a actuar de forma mais centrada nos seus consumidores e clientes. A Return on Ideas fundou e lidera desde 2010 o laboratório C-The Consumer Intelligence Lab, juntando grandes marcas e empresas de referência em Portugal na manutenção, em continuidade, do poder do conhecimento sobre a realidade que as rodeia. Mais informação sobre a ROI

SOBRE A MÉDIS

Desde o lançamento em 1996, que a Médis, marca do Grupo Ageas Portugal, se afirmou como uma referência no sistema de saúde em Portugal, criando um verdadeiro Serviço Pessoal de Saúde ®.
A Médis faz 25 anos e quer que a celebração deste aniversário seja útil e relevante para a sociedade, por isso lança um projeto de reflexão e conhecimento intitulado por “Saúdes”. O projeto Saúdes pretende ser independente e de cariz mais sociológico, ou seja, é complementar aos inúmeros estudos – focados na perspetiva clínica e/ou estatística – que já existem no domínio da saúde. O objetivo deste projeto é abrir novas portas e pontos de vista, que enriqueçam e alarguem a discussão pública em torno da saúde dos Portugueses.

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