Vila Verde

Autárquicas 2021. Os candidatos ao trono em Vila Verde

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Com a impossibilidade de António Vilela numa recandidatura, é certo que Vila Verde terá um novo, ou nova, presidente da câmara aos comandos do poder. Há várias novidades: desde logo, a inclusão de duas mulheres na corrida, um novo partido político em ascensão e a ausência do Partido Socialista.

Há 24 anos que as cores partidárias não mudam por terras de Vila Verde. Após a eleição de José Manuel Fernandes, corria o ano de 1997, nunca mais o PSD saiu do trono autárquico. O atual eurodeputado foi rendido por António Vilela em 2008 e este está na reta final do derradeiro mandato. A atual vereadora da Cultura, Educação e Ação Social, Júlia Fernandes, é a favorita na linha de sucessão ao trono mas há, pelo menos para já, mais dois candidatos: Cláudia Pereira, professora de 39 anos, atual líder do CDS-PP concelhio, e Fernando Silva (Feitor), de 52 anos, presidente da Comissão Política do Chega Vila Verde. Até ao momento, o PS vila-verdense não apresentou soluções. Depois da queda da Comissão Política do concelho e de José Morais ter anunciado a não-recandidatura à câmara, parecem não surgir soluções nas hostes socialistas.

Perfil dos Candidatos

Júlia Fernandes

É, dos três, o nome mais sonante politicamente em Vila Verde. Desde que o poder laranja se instaurou no concelho que Júlia Fernandes esteve ligada de perto ao poder, ora como primeira-dama do marido, José Manuel Fernandes, ora como vereadora, desde 2009. Nascida em 1967, natural de Vila Verde, Júlia começou a vida política em 1989: foi deputada municipal aos 22 anos. Foi professora, profissão que deixou quando chegou à vereação da autarquia, há 12 anos. É vereadora da Cultura, Educação e Ação Social e também presidente da Aliança Artesanal.

Caso Éter. António Vilela e Júlia Fernandes arguidos na Operação Éter

O nome de Júlia Fernandes está ligado a várias polémicas no concelho, designadamente a Operação Éter, processo em que é arguida por causa da instalação de uma loja de interativa de turismo, a disseminação de perfis falsos na rede social Facebook como arma de arremesso político, o favorecimento de órgãos de comunicação social no concelho e outros temas como a construção do novo Continente no Bom Retiro, a Aliança Artesanal e corrupção.

Vila Verde. Apesar da polémica, Município continua a “meter” dinheiro na Terraimagem

Cláudia Pereira

Nasceu em 1982. É natural de Valbom São Pedro e é no ensino que se centra a sua atividade. Cláudia Pereira, 39 anos, é professora primária. Ingressou na vida política em Vila Verde na anterior campanha autárquica (2017), quando acompanhou Paulo Marques como candidata à liderança da Assembleia Municipal. Atualmente, é líder da bancada do CDS-PP e é, desde meados de março deste ano, presidente da concelhia dos democratas cristãos vila-verdenses.

O nome de Cláudia foi aprovado em reunião da Comissão Política local e aprovado por dirigentes distritais e nacionais daquele partido.

Aquando do anúncio da candidatura à Câmara Municipal, Cláudia Pereira assumiu estar “ciente da responsabilidade” e que tudo fará “para promover um verdadeiro serviço público a todos os vila-verdenses”.

O mote da campanha do CDS-PP é: “O Futuro aos Vilaverdenses pertence”.

Fernando Feitor

É a cara mais conhecida da nova força política que tem emergido um pouco por todo o país. Vila Verde não é exceção. O CHEGA surpreendeu nas eleições presidenciais de janeiro no concelho, ao ficar em segundo lugar em 85% das freguesias. Em cinco freguesias: Cabanelas, Cervães, Marrancos e Arcozelo, Ribeira do Neiva e Ponte S. Vicente, André Ventura conseguiu mais de 15% dos votos válidos em urna. Fernando Feitor foi o principal responsável por esses resultados e encabeça agora a lista do recém-criado partido a Vila Verde.

Natural de Goães (Ribeira do Neiva), Feitor nasceu em 1968 e esteve durante uma boa parte da vida emigrado nos Estados Unidos da América. Com 52 anos, está aposentado da vida na América e já com passado político em Vila Verde.

Foi deputado municipal pelo Partido Socialista mas assumiu, em entrevista ao Semanário V, datada de 27 de janeiro, que o fez não por ser socialista, mas sim porque “na grande maioria das vezes votamos pela pessoa e não pelo partido, e foi exatamente o que aconteceu, sendo que acabei por me demitir precisamente porque as linhas de orientação eram de facto socialistas, onde nunca me revi”.

Chega surpreendeu em Vila Verde. Fernando Feitor já tem os olhos nas Autárquicas

Foi apresentado como candidato à câmara de Vila Verde pelo líder partidário André Ventura a 26 de maio, aquando da inauguração da sede do CHEGA Vila Verde. Na ocasião, Fernando Feitor garantiu lutar “de mangas arregaçadas” pelo concelho, apoiado por uma equipa “jovem, corajosa e empreendedora”.

PS Vila Verde sem candidato às urnas

Com uma crise interna que se foi acentuado desde a queda da Comissão Política, em janeiro, o PS Vila Verde não tem ainda candidato definido às eleições autárquicas.

Há, de momento, uma Comissão Administrativa, liderada pelo deputado municipal Aires Fumega, para gerir os destinos do partido no concelho e que conta com nomes como Conceição Alves, António Esquível Gomes, Samuel Estrada e Filipe Silva.

PS em queda em Vila Verde, ainda sem candidato para as eleições autárquicas

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