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Catarina Martins responsabiliza PS por injeção desnecessária de fundos no Novo Banco

(C) LUSA
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A coordenadora nacional do BE voltou hoje a responsabilizar o PS por se ter aliado à direita para injetar mais fundos no Novo Banco e pediu “ação” para melhorar as condições de trabalho no país.
Catarina Martins responsabiliza PS por injeção desnecessária de fundos no Novo Banco

“Ano após ano, o PS e a direita chumbaram todas as alternativas a esta entrega ruinosa do Novo Banco à Lone Star, e a cada ano diziam que uma nova injeção tinha de ser feita porque, se não, teríamos uma crise no sistema financeiro, porque o banco não ia cumprir os rácios a que o BCE [Banco Central Europeu] obriga”, afirmou Catarina Martins.

A líder bloquista acrescentou que “este ano não haveria nenhuma crise financeira se não tivesse sido injetado nem mais um tostão no Novo Banco, desde logo porque o Novo Banco não precisa de mais capital”, referindo que, “como sempre, a direita e o Partido Socialista” formaram “uma aliança em nome do poder financeiro.

Catarina Martins falava hoje, em Ponta Delgada, no encerramento da VII Convenção Regional do Bloco de Esquerda dos Açores.

A responsável lembrou que o partido que lidera fez com que a injeção fosse retirada do Orçamento do Estado “para tornar absolutamente clara que nenhuma injeção podia ser feita no Novo Banco sem um Orçamento retificativo”, uma iniciativa que teve o voto favorável do PSD, partido que agora “deu uma cambalhota final e lá se absteve” no projeto de resolução apresentado pelo BE que recomendava a submissão à Assembleia da República, para discussão e votação, de qualquer decisão de injeção de capital no Novo Banco.

O Conselho de Ministros aprovou, no final de maio, o diploma que altera o quadro de financiamento do Fundo de Resolução, permitindo que este se financie junto da banca para concretizar a transferência para o Novo Banco.

Esta medida surge num “momento em que o país atravessa uma pandemia, em que tanta gente desespera por um apoio que não chega, uma injeção que não é sequer necessária ao equilíbrio de um banco, é apenas o privilégio da elite contra o interesse de todos”, destacou a bloquista.

A coordenadora disse que não iria olhar para a direita, porque esta “não tem nenhum programa para o país”, mas deixou um repto a António Costa, para que o primeiro-ministro avance com as alterações à legislação do trabalho que tem anunciado.

Para isso, sugere “que se comece já por avançar com quatro das propostas que têm tudo para ser resolvidas em muito pouco tempo”, como a “licença para os cuidadores poderem ter também no código do trabalho algum direito”, uma medida que “já devia ter sido criada há um ano”.

Há também “três medidas na especialidade” que podem ser aprovadas: a regulação do teletrabalho no código do trabalho, a responsabilização de “toda a cadeia” envolvida em situações de trabalho forçado e o fim da “chantagem colocada em cima dos trabalhadores quando há um caso de despedimento ilícito”.

Para as autárquicas, o partido irá avançar com “soluções que respondem às crises todas do nosso tempo: à crise pandémica e às desigualdades que ficaram mais fundas, e à pobreza, que se aprofundou; à crise da habitação, que já cá estava e está pior; à crise climática, à ambiental, que é a crise da humanidade, das nossas vidas”.

Promete ainda “combater as desigualdades e todas as discriminações”.

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