Vila Verde

Ritmo de “blues” soou na Liga dos Campeões

Partilhe esta notícia!

Não jogam os favoritos, as estatísticas, nem mesmo os torcedores. São 11 contra 11. E uma combinação de suas virtudes e seus defeitos, uma pulsação de talentos e um pouco de fortuna que acaba desequilibrando a balança que desta vez saiu do lado de Chelsea. Eles souberam vencer primeiro e depois segurar o Manchester City para vencê-los por 1 a 0 e ser coroado, pela segunda vez na história, campeão da Liga dos Campeões. Dois estilos diferentes encontraram-se no estádio Do   Dragão de Porto. A posse de bola do City, característica fundamental das equipes de Guardiola, diante da velocidade máxima de um jovem Chelsea. Nesse sentido, os desvios venceram o jogo durante a primeira parte para o treinador espanhol e a sua equipe. Nem um, nem dois. Por três vezes, o Chelsea teve a opção de marcar aos pés de Timo Werner, que parecia bastante nervoso com o gol de Ederson. Esses erros salvaram o Manchester City até que, em uma jogada de três toques, o Blue Ballet bateu Kai Havertz cara a cara com Ederson. O alemão tirou o goleiro brasileiro para definir o primeiro e único gol do jogo para alegria da torcida londrina, e até mesmo de Thiago Silva, zagueiro que teve que deixar o jogo devido a uma lesão.

Um pequeno gigante

Para o complemento, o ritmo do jogo mudou entre betway eles. A velocidade do primeiro tempo deu lugar ao controle de bola do Chelsea, que jogou com o desespero do Manchester City. Sob este esquema, a figura de N’Golo Kante foi ampliada. Parecia haver três jogadores do Chelsea com o número sete nas costas em campo. Atacou, defendeu, varreu e assim por diante. Um dos responsáveis foi N’Golo Kanté, o rapaz que teve dois empregos antes de se tornar jogador de futebol: quando menino era catador de lixo, ajudava o pai, ia e vinha de um lado ao outro da estrada, com movimentos rápidos e coordenados. Mais tarde, quando várias equipes o descartaram por ser muito baixo, ele trabalhou em uma empresa de contabilidade com tarefas que envolviam concentração e precisão. No último fim de semana de maio ele demonstrou que é imenso e levou a “Orejona” de retorno para Londres.

Glória, e euros também

O Chelsea foi campeão da Liga dos Campeões pela primeira vez em sua história, em 12 de maio de 2012, no estádio Allianz Arena da Alemanha. Lá chegou a glória quando ganhou pelos pênaltis ao poderoso Bayern de Munique. A história voltou a se repeter em Portugal, e além de ser bicampeoes continentais levaram uma recompensa de 19 milhões de euros, mais a passagem para outras competições. Pep Guardiola, treinador do Manchester City, comentou antes de deixar o campo que “A Champions League é uma competição muito difícil de vencer. Existem times maravilhosos que a jogam há 60 anos e só o venceram quatro ou cinco vezes. É um sonho para nós estarmos aqui, mesmo que não ganhamos. Voltaremos mais fortes. Hoje damos os parabéns ao Chelsea”. O Chelsea, que no sábado, 29 de maio, repetiu a história, como há dez anos, e se sagrou campeão pela segunda vez.

Comentários

topo