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Associação defende que é urgente parar com os passadiços, baloiços e teleféricos

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Segundo a Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) é urgente disciplinar a proliferação pelo território nacional do crescente número de observatórios, passadiços, baloiços, pontes, teleféricos e outras formas de alteração da paisagem.

Normalmente localizados em sítios de grande qualidade cénica, estes equipamentos em nada os valorizam e apenas são motivo de degradação, quer por provocarem a concentração de pessoas e viaturas, quer por serem, na maioria dos casos, de implantação e gosto muito duvidosos.

“O impacto ambiental destes equipamentos alastra por quilómetros, quer pela alteração da perceção cénica do território, quer pelo ruído, quer pela poluição (lixo), quer pelo aumento de trânsito. Num país onde o turismo é um dos principais ativos, destruir paisagens é o contrário do que se deseja; não se contempla (nem se fotografa) melhor uma paisagem por se construir um miradouro de ferro, cimento ou madeira, ou se colocar um baloiço”, revela a FAPAS.

Valoriza-se uma paisagem com informação, “leitores de paisagem”, centros interpretativos, sinalização de acesso, um ou outro troço de passadiço quando é necessário vencer uma linha de água ou uma depressão do terreno, e outros elementos informativos que ajudem a ver o que, por vezes, escapa ao visitante comum e, pedagogicamente, ajudem a interpretar o território, que é a melhor forma de o valorizar.

A FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade recebe, diariamente, queixas provenientes de todo o país por causa de equipamentos deste tipo e fica sem saber o que fazer, para além de chorosos comunicados.

Exemplos de miradouros

Usamos, acima, como exemplo o miradouro posto a concurso pela Câmara Municipal de Cinfães, mas nada temos de especial contra esta iniciativa, igual a tantas outras, que podem ser apreciadas aqui.

“Defendemos a valorização e usufruto turístico de território como forma de desenvolvimento económico das regiões, mas não queremos que o péssimo exemplo do turismo no Algarve alastre a todo o Portugal. Importa, com a máxima urgência, sujeitar este tipo de intervenções a um quadro regulamentar adequado e, para isso, contamos com as entidades competentes do Governo e da Administração”, conclui a FAPAS.

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