Vila Verde

‘Imponente’ Ponte de Prado, Monumento Nacional desde 1910

(c) Município de Vila Verde
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A Ponte de Prado, a data da construção primitiva foi arrastada pela fúria do Rio Cávado que não terá gostado de ser perturbado. A actual ponte, Monumento Nacional, terá sido construída na época medieval, romana.

Documentos do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) dizem que é provável que esta travessia tenha integrado a via romana que ligava Brácara Augusta a Astúrica Augusta, passando por Ponte de Lima e Tui, Galiza.

De acordo com o mesmo texto, o arcebispo de Braga D. Paio Mendes, 1118/1128, doou bens ao hospital que a Ordem dos Templários tinha em Braga, com a condição de dois terços dos frutos serem para a construção da Ponte de Prado.

O primeiro foral de Prado foi concedido pelo Rei Afonso III em 1260, confirmado em 1510 por D. Manuel I. Curiosamente, esta data é também marcante pela ponte que foi arrastada por uma enorme cheia.

A LENDA
Rei constrói ponte para ver a amada

Tal como acontece nas construções milenares, a Ponte de Prado também tem as suas lendas e mitos, no meio de verdades históricas.

Em relação à Ponte sobre o Cávado, tudo indica que, até 1510 terá existido pelo menos duas pontes: a primitiva e uma outra mandada fazer pelo rei Ramiro II, rei de Leão, que reinou na segunda metade do século X, quando ainda o era também de Portugal e da Galiza, de acordo com investigação do escritor Serra Nevada.

Pinho Leal, na obra “Portugal Antigo e Moderno”; José Augusto Vieira, no livro “O Minho Pitoresco”; e Leonídio de Abreu, na publicação “A Vila de Prado”, relatam este acontecimento como tendo sido uma lenda.

Segundo estes autores, quando o rei de Leão era também de Portugal e da Galiza, estando em Braga, enamorou-se de uma ilustre dona de Prado chamada Branca Guterres da Silva.

E como a ponte estava em ruínas, Ramiro II mandou refazer a ponte para poder visitar a sua amada quando bem entendesse e em segurança.

Em 1510, uma grande cheia demoliu a ponte e nas ruínas foi encontrada uma lápide que testemunhava a relação do rei com a família de Prado. Ainda assim, estes factos foram relatados como lenda.

Numa clara intenção de repor a verdade de algumas datas e de discernir a lenda da história, o investigador vilaverdense Serra Nevada, escreveu a obra “Vila de Prado, dois mil anos de história”.

Na publicação, Serra Nevada mostra, com dados, que não se trata de lenda, mas sim de História. Com documentos descreve a tal família de D. Branca Guterres da Silva; procurou o nome do rei, que seria Ramiro II, que reinou no século X e confirmou que houve uma grande cheia, em 1510, que arrasou a ponte.

A actual Ponte data do século XVII, 1676, feita por António de Crasto, de Vila de Viana, como se pode ler na placa.

A obra de Serra Nevada terá, assim, desmistificado a lenda de um romance entre um rei qualquer, com uma dama qualquer de Vila de Prado, algures no tempo.

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