Barcelos

Barcelos. Domingos Pereira acusado de corrupção pelo Ministério Público

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Vereador na Câmara de Barcelos Domingos Pereira refuta “terminantemente” acusação de corrupção pelo Ministério Público

Domingos Pereira está de novo com a justiça “à perna.” Conforme noticiou o Semanário V em janeiro deste ano, um juiz de instrução criminal de Braga decidiu levar a julgamento o ex-deputado socialista Domingos Pereira, pela alegada utilização abusiva de viaturas do município de Barcelos em deslocações entre esta cidade e a Assembleia da República. Desta vez, o Ministério Público acusou o vereador socialista por alegadamente ter recebido de uma mulher 10 mil euros em notas em troca da garantia de um emprego no município nas instalações da Câmara. Autarca nega.

Ex-deputado do PS julgado por uso indevido de viaturas do município de Barcelos

MP acusa Domingos Pereira de “alegadamente ter recebido de uma mulher 10 mil euros em notas em troca da garantia de um emprego”

O vereador na Câmara de Barcelos Domingos Pereira negou nesta terça-feira “terminantemente” ter recebido qualquer quantia como contrapartida para garantir um emprego no município. “Nego tudo, terminantemente”, disse Domingos Pereira à Lusa.

O Ministério Público (MP) acusou de corrupção o antigo vereador socialista na Câmara de Barcelos Domingos Pereira, por alegadamente ter recebido 10 mil euros em troca da garantia de um emprego no município, foi esta terça-feira anunciado. Em nota publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Regional do Porto refere que Domingos Pereira está acusado da prática de um crime de corrupção passiva de titular de cargo político agravado.

O Ministério Público considerou indiciado que o arguido desempenhava as funções de vereador da Câmara Municipal de Barcelos (distrito de Braga) em regime de não permanência, tendo a seu cargo, entre outras matérias, decidir todos os assuntos relacionados com a gestão e direção dos recursos humanos afetos aos serviços municipais.

Indiciou ainda que, em 25 de janeiro de 2016, uma mulher, também arguida no processo, procurou Domingos Pereira no seu gabinete, nas instalações da Câmara de Barcelos, dizendo-lhe que queria que o seu filho, que estava em funções no município no âmbito de um contrato de emprego–inserção, ficasse, findo tal contrato, ao serviço do município. Nessa ocasião, terá dado ao vereador, no interior de um envelope, 10.000 euros em notas, “como compensação pelas suas diligências nesse sentido”. Para o Ministério Público, o arguido, “com aquele propósito, aceitou a referida quantia e fê-la sua”.

“É exatamente ao contrário do que diz a acusação, não aceitei dinheiro nenhum. Fiz exatamente aquilo que devia ter feito e isso mesmo irei provar em tribunal. Estou de consciência perfeitamente tranquila”, disse ainda Domingos Pereira.

A contratação acabou, no entanto, por não se concretizar, porque o presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, por despacho de 6 de maio de 2016, redistribuiu os pelouros e retirou ao arguido as competências que lhe estavam atribuídas.

Domingos Pereira desfilou-se, entretanto, do PS e fundou o movimento independente Barcelos, Terras de Futuro (BTF), com que concorreu nas últimas autárquicas, tendo sido eleito vereador. Nas autárquicas deste ano, o BTF vai concorrer coligado com o PSD e o CDS-PP.

* Com Lusa.

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