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Brisa desmentiu hoje o MAI. Garante que os trabalhos em curso na A6 estavam sinalizados

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Ministério da Administração Interna disse que “não havia qualquer sinalização que alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso”, fonte da Brisa desmente. Ausência de câmaras dificulta investigação.

No dia seguinte ao acidente que acabou com uma vítima mortal, atropelada pelo veículo onde seguia Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, o MAI emitiu uma nota a dizer que não havia sinalização na estrada a alertar para os trabalhos de limpeza em curso e que o carro em que seguia o ministro não se despistou nem saiu da faixa de rodagem.

No entanto, uma fonte da Brisa garantiu à SIC que nesse dia, 18 de junho, os trabalhos na A6 estavam devidamente sinalizados quando o carro onde seguia Cabrita atropelou um desses trabalhadores.

A Brisa, responsável pela manutenção da estrada – que subcontratou a empresa Arquijardim, onde trabalhava a vítima –  afirma que naquele dia decorriam limpezas na valeta fora da plataforma da autoestrada. De acordo com a Brisa, estes trabalhos estavam devidamente sinalizados, cumprindo todas as regras de segurança.

Contactado pela SIC, o Ministério da Administração Interna não quis prestar declarações sobre a sinalização.

Nesta segunda-feira, os líderes do PSD e do CDS exigiram que o ministro tornasse público a que velocidade seguia o seu veículo no momento do embate, informação que o MAI nunca divulgou.

Hoje, Francisco Rodrigues dos Santos utilizou a sua conta de Facebook para, em nome do CDS, exigir “saber a verdade.”

O Ministério Público abriu entretanto um inquérito para averiguar as circunstâncias do acidente, que está a ser feito pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora. O inquérito feito pela GNR – polícia tutelada pelo ministro da Administração Interna – ainda não tem resultados conhecidos.

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