Vila Verde

António Vilela perdeu o mandato mas é Paulo Renato quem sai primeiro

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O Tribunal de Braga condenou, em fevereiro deste ano, a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, e a perda de mandato o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela (PSD), por um crime de prevaricação, mas quem acabou por ser a primeira baixa do núcleo duro na autarquia vila-verdense foi Paulo Renato Rocha, até então chefe de gabinete do presidente.

A “guerra” foi declarada publicamente este mês. Paulo Renato que além de chefe de gabinete de António Vilela é também presidente da Direção da AHBVV: foi acusado pela secretária da Direção, Helena Barros, de tentar coagir a alterar a ata do processo infligido a uma administrativa com 34 anos de casa, conforme noticiou o Semanário V. Helena Barros é conhecida pela sua ‘simpatia política’ a José Manuel Fernandes, eurodeputado e marido de Júlia Fernandes, atual candidata à presidência da autarquia para as eleições autárquicas deste ano. Já Paulo Renato anda de braço dado a António Vilela. Começou a novela “Fernandistas contra Vilelistas.”

Helena Barros, José Manuel Fernandes, António Vilela e Paulo Renato Rocha

Hoje, tornou-se público que Paulo Renato “abandonou” o seu cargo como chefe de gabinete de Vilela. Foi a primeira vítima a provar o remédio de quem se mete com a ala Fernandista em Vila Verde.

Fonte da autarquia, que prefere manter-se no anonimato com receio de represálias, garantiu ao Semanário V que esta saída terá sido “forçada.” No entanto, como forma de “acalmar” Paulo Renato, Júlia Fernandes – candidata à presidência da Câmara Municipal pelo PSD – terá garantido que, em caso de eleição, criará um novo departamento: o Departamento Municipal da Proteção Civil, em que Paulo Renato será diretor. “Promessa para o acalmar agora mas que depois não cumprirá!”, garante a mesma fonte.

Conhecido como o “fotógrafo das inaugurações” ao serviço de Vilela – e recentemente Júlia Fernandes – o antigo chefe de gabinete abandona assim a vida política para, escreve um ‘jornal‘ local “assumir um projeto pessoal.”

O Semanário V tentou obter algum esclarecimento por Paulo Renato, mas o mesmo encontra-se incontactável.

António Vilela e Paulo Renato

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