Braga

Estudantes da UMinho denunciam problemas de alojamento em Braga e Guimarães

(C) AAUMinho
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A Direção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) veio a público colocar o problema de falta de alojamento em Braga depois de mais um ano letivo. Através de comunicado a AAUM explica os problemas patentes em Braga e apresenta alguma soluções.

Comunicado na íntegra AAUM:

No final de mais um ano letivo, este particularmente atípico devido à situação pandémica que assolou o nosso país, a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) entende que este é o tempo de começar a preparar o próximo ano, num contexto de progressiva normalização das atividades de ensino e investigação.

As referidas atividades deverão ser garantidas em formato presencial, o que implica uma série de condições de acesso e frequência aos campi por parte dos estudantes, sobretudo os estudantes deslocados, cuja oferta de alojamento continua a ser deficitária, constituindo-se como um obstáculo ao alargamento da frequência do ensino superior e uma barreira ao sucesso escolar dos estudantes económica e socialmente mais frágeis.

Em outubro de 2020, o Governo anunciou o reforço de mais 2 400 camas para alunos do ensino superior. Em comunicado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou que um total de mais de 18 mil camas estariam disponibilizadas em todo o país para os estudantes através de residências, pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis, representando um aumento de 16% face ao total de camas disponibilizadas no ano letivo anterior.

No entanto, o referido plano redundou num enorme fracasso, sendo que na Universidade do Minho o acréscimo foi de apenas 3 camas na Pousada da Juventude de Guimarães, fruto da parceria estabelecida com a Movijovem.

Desta forma, os alunos da academia minhota deparam-se, novamente, com um vazio de soluções, apesar de trazerem consigo um saco cheio de promessas. Porém, e porque os estudantes não dormem em camas feitas de manchetes noticiosas preenchidas por eventualidades e possibilidades, a Associação Académica da Universidade do Minho, reivindica, novamente, o reforço imediato da oferta de alojamento e a concretização das prometidas residências universitárias públicas nas cidades de Braga e Guimarães.

O Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo em Bruxelas representa uma nova luz de esperança, com a alocação de 375 milhões de euros para a disponibilização de 15 000 novas camas através da construção de novas residências universitárias públicas.

As linhas de apoio previstas no PRR avançam com datas de concretização precisas e ambiciosas que exigirão a maior das competências e articulação entre todos os intervenientes envolvidos.

Nesse sentido, a AAUMinho apela a uma regulamentação urgente por parte da tutela e a uma articulação rápida e eficaz entre a Universidade do Minho e as autarquias locais de Braga e Guimarães para a identificação de espaços, apresentação de projetos e candidaturas e concretização do maior número de camas numa universidade que conta com cerca de 4 500 estudantes bolseiros deslocados e uma oferta de apenas 1 300 camas.

Os estudantes não aceitarão que esta oportunidade seja desperdiçada por falta de vontade política ou razões de ordem burocrática ou processual.

As soluções apontadas anteriormente para ambas as cidades no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (a Antiga Escola de Santa Luzia e o Convento Rosa Lima em Guimarães e a Escola Secundária D. Luís de Castro e PM19 em Braga) têm agora uma solução de financiamento que carece apenas da necessária execução. A estes imóveis, junta-se a antiga Fábrica Confiança em Braga, solução proposta pelo próprio Município no início de 2020.

Assim:
Exigimos a execução das soluções enunciadas no mais breve curto espaço de tempo e entendemos como essencial a presença da AAUMinho nos diversos grupos de discussão sobre as soluções apresentadas e respetivas tipologias.

Pl`a Direção da Associação Académica da Universidade do Minho

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