Vila Verde

Esquível vai ao baú de Morais: quer uma saída na A3 para Vila Verde e dar prioridade ao lixo, água e saneamento

Partilhe esta notícia!

O candidato do Partido Socialista (PS) à Câmara de Vila Verde, António Esquível Gomes, quer uma saída na Autoestrada 3 (A3) para o concelho e apontou como prioridades um novo sistema de recolha de lixo, abastecimento de água e saneamento. Uma repescagem do programa eleitoral de José Morais, atual vereador socialista, de 2017.

Em declarações à Lusa, o candidato referiu também a necessidade de uma travessia sobre o rio Cávado que una Vila Verde a Braga e Barcelos.

António Esquível foi escolhido pela Comissão Administrativa que substituiu a Comissão Politica de Vila Verde, depois de várias demissões nesta estrutura.

António Esquível é o candidato do PS à câmara de Vila Verde

A3 a Vila Verde

“Há duas grandes obras muito necessária para este concelho, que não dependem só da nossa câmara. Uma é uma saída na A3. Para chegar a Vila Verde ou se sai em Cabreiro, e depois ainda é preciso fazer uns largos quilómetros, ou na saída para Ponte de Lima e depois andar para trás”, explicou.

O candidato salientou que “uma saída direta para Vila Verde iria permitir um acesso mais direto ao concelho e traria enormes vantagens para a população e para a Economia local”.

Num território governado pelo PSD há 24 anos, António Gomes manifestou preocupação com “alguns serviços básicos” no território.

Morais, se fosse eleito, dizia querer ver “melhoradas as principais vias rodoviárias de acesso ao concelho de Vila Verde, com especial atenção para as zonas dos Parques Empresariais/Industriais,  promovendo, também, junto do Governo, a necessidade de construção de novas variantes rodoviárias e pelo menos um nó de acesso à autoestrada“, lê-se no programa eleitoral de 2017.

Lixo

“Temos um grande problema com o lixo. Falta de pontos de recolha, problemas com camiões, os chamados monstros por todo o lado. é necessário rever todo o processo, traçar novos percursos, fazer novos contratos. Isto tem o seu custo mas é necessário”, referiu Esquível.

Também Morais queria “reverter o contrato de conceção da recolha do lixo existente, assumindo, depois, a Câmara Municipal a sua gestão como garante de um serviço eficiente e de qualidade a todo o concelho e a todos os vila-verdenses, garantindo que nenhum vila-verdense perderá por esta ação o seu posto de trabalho.”

Água

Esquível quer que seja também “resolvido o problema do abastecimento de água”, que se faz notar mais nos meses de verão: “Em julho, agosto e setembro temos muito mais gente com a vinda dos emigrantes e sente-se isso na rede de abastecimento de água potável que tem muitas vezes falhas durante horas. Isto não é aceitável”, disse.

Também Morais queria “investir no aumento e melhoramento da rede de saneamento básico, quer na área do abastecimento (captação e tratamento), quer na área das águas residuais, tendo em  atenção a legislação aplicada ao sector e, fundamentalmente, o bom serviço a prestar às populações.” Queria também conseguir “apoiar as famílias que não estão cobertas pela rede de  saneamento público na resolução da problemática e dos custos daí emergentes, investir na melhoria e no alargamento da rede de abastecimento público de água. Reforçar o investimento em sistemas alternativos que possam servir freguesias que se encontrem mais distanciadas dos ramais de abastecimento”, descrito no seu programa eleitoral.

Autárquicas a dois meses – Socialistas sem projeto para o concelho

A dois meses das Eleições Autárquicas, o candidato socialista continua sem apresentar o projeto político que quer para Vila Verde. Após o seu anúncio de candidatura, apenas “comunicou” por uma vez com o seu eleitorado (ontem), para dizer que “tem existido uma campanha difamatória” contra si com o “objetivo claro” que desistisse da corrida à Câmara. Adiantou ainda que “tem existido muita contra informação” sem, no entanto, dizer o que é ou não verdade do que se tem dito e escrito sobre a sua candidatura.

Esquível completa em setembro três mandatos como presidente de junta, sendo também empresário na área de ferragens e antigo professor de Educação Visual.

“Dia 26 de setembro quero ser eleito presidente da Câmara Municipal de Vila Verde”, estabeleceu como objetivo.

À presidência da autarquia de Vila Verde concorrem nas eleições marcadas para dia 26 de setembro Júlia Fernandes (PSD), Cláudia Pereira (CDS-PP), Nuno Guerra (CDU) e Fernando Silva (CHEGA).

Em 2017 o PSD ganhou a autarquia com 51,97% (quatro vereadores), seguindo-se o PS com 35,52% (três vereadores), o CDS-PP com 5,67% e o PCP-PEV com 2,51%.

Vila Verde. Luta por “cadeiras” deixa Esquível perdido num PS à nora

*com Lusa

Comentários

topo