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Governo espanhol afirma que vai administrar terceira dose das vacinas da Covid-19

(c) LUSA
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A ministra da Saúde espanhola, Carolina Darias, confirmou hoje que será administrada uma terceira dose da vacina contra a covid-19, tendo já sido assinados contratos com as farmacêuticas nesse sentido, embora ainda esteja por decidir quando isso acontecerá.

“A Espanha, juntamente com a União Europeia, assinou novos contratos para os anos 2022 e 2023, investimos mais de 4.000 milhões [de euros] em vacinas, mas é o melhor investimento porque vai salvar vidas, e quando chegarmos aos 70% [de vacinados] temos de continuar a trabalhar”, explicou ministra espanhola uma entrevista a uma rádio.

Em resposta à pergunta se deve haver uma vacinação anual e se será necessária uma terceira dose, Carolina Darias disse que “tudo parece apontar que sim”.

A ministra precisou que, “com a ajuda da UE e dos peritos que aconselham a Comissão Europeia”, já foram assinados “contratos com a Pfizer […] para a 2022 e 2023, para a terceira dose, e com a Moderna” para os mesmos anos. “Sim”, haverá uma terceira dose, disse Darias, acrescentando que, no entanto, terá de se “determinar quando” será administrada.

Darias assegurou que é necessário continuar a vacinar toda a população, assim como “o resto da humanidade, porque ninguém estará seguro”, se isso não for feito. De acordo com os dados oficiais divulgados na quinta-feira, em Espanha há 25,1 milhões de pessoas completamente vacinadas contra a covid-19 (52,8% da população total), e 30,2 milhões têm pelo menos uma das doses (63,7%), em cerca de 47,4 milhões de habitantes que tem o país.

Os últimos contágios elevaram para 4.249.258 o número total de infetados no país desde o início da pandemia, havendo também um total de 81.194 óbitos causados pela doença. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.128.543 mortos em todo o mundo, entre mais de 191,9 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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