Vila Verde

CDS de Vila Verde aposta em Paulo Gomes para a Assembleia Municipal

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Paulo Jorge Alves Gomes, 51 anos, há mais de 2 décadas a residir no concelho de Vila Verde, maioritariamente na Vila de Prado, onde foi autarca entre 2009 e 2017, tendo sido presidente de junta eleito nessa época pelo Partido Socialista.
Desde 2009 é membro da Assembleia Municipal de Vila Verde, quer como presidente de junta quer como, atualmente, deputado municipal na bancada do CDS-PP.
Fundador do MIP – Movimento Independente de Prado
É presidente da Assembleia de Freguesia da Vila de Prado desde 2017, cargo que ainda desempenha.
Mestrado em Sistemas Integrados de Gestão – (Qualidade, Ambiente e Segurança), auditor interno. Licenciatura em informática Gestão. Técnico Superior Segurança no trabalho – nível 7, desempenha atualmente funções na Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde como Técnico Superior da Qualidade.

Paulo Gomes é aposta do CDS-PP para a Assembleia Municipal de Vila Verde nas próximas eleições autárquicas. O Semanário V esteve à conversa com o candidato.

Entrevista a Paulo Gomes

Semanário V (V) – O que motivou a sua candidatura à Presidência da Assembleia Municipal pelo CDS-PP de Vila Verde?

Paulo Gomes (PG) – Candidato-me com muito orgulho a este cargo! Em primeiro lugar figuro como independente na lista do CDS-PP.
No fundo nos últimos 4 anos fiz parte da bancada do CDS-PP cumprindo com o meu dever enquanto deputado municipal.
Fruto desse trabalho sempre profícuo e responsável fui convidado pela presidente do CDS-PP de Vila Verde, Cláudia Pereira, agora candidata à câmara municipal pelo CDS-PP e, em abono da verdade no convite senti o devido reconhecimento da minha experiência politica e autárquica facto que não posso descurar pois as pessoas têm o seu valor, não são descartáveis nem são meros figurantes para abanar bandeirinhas e/ou com a cabeça como dizem que acontece noutros quadrantes políticos.
Sempre me regi pela minha cabeça, não aceito pressões de lado algum e, como disse pelo reconhecimento do meu valor, pelo projeto, decidi aceitar o desafio em prol do nosso concelho contribuindo para a melhoria deste, caso venha a ser eleito, juntamente com demais pessoas da minha lista, conforme espero e que para tal conto com todos os Vila-verdendes.

(V) – Foi presidente da junta pelo Partido Socialista. O que motivou a sua saída do partido e consequente saída da presidência da junta da Vila de Prado?

(PG) – Fruto de divergências do Partido Socialista, depois de ter feito um trabalho honesto sempre na defesa dos interesses da Vila de Prado fui preterido pelo Partido de forma injusta e vil pois, na opinião de alguns pseudo-iluminados Pradenses, não ganharia novamente a junta da Vila de Prado. Bem sabia na altura, que esses tudo fizeram em reuniões à porta fechada para me retirar da junta à qual legitimamente segundo diretrizes do partido seria o natural candidato uma vez que já era o presidente. Por destino fundei o MIP – Movimento Independente de Prado do qual fui cabeça de lista e que veio a eleger-me como deputado para a Assembleia de Freguesia da qual ainda sou presidente.
Certo é que olhando para os resultados de há quatro anos atrás e caso à data se mantivesse o Partido Socialista comigo, ganharíamos de novo a Junta de Freguesia da Vila de Prado e hoje continuaríamos a ser uma bandeira forte no concelho de Vila Verde. Às vezes, ainda bem, a política tem destas coisas. Troca-se o certo pelo incerto, dá-se importância à ambição desmesurada do poder em detrimento do conhecimento, experiência, capacidade de intervenção e execução. Depois perde-se! Perde-se, até um dia se voltar a conseguir aquilo que arduamente se conseguiu passado muito anos na Vila de Prado uma junta do Partido Socialista. Mas isso já é passado! Continuo muito bem com a minha consciência e a história, essa não se apaga!

(V) – Como presidente da Assembleia Freguesia da Vila de Prado sente que apoiou o PSD nas suas decisões nestes 4 anos de mandato?

(PG) – Essa seria uma pergunta interessante a fazer ao PS da Vila de Prado! (riso)
Não! Pugnei sempre pelo bom funcionamento da Assembleia de Freguesia da Vila de Prado. Sei que cumpri o meu dever enquanto presidente da Assembleia de Freguesia, num trabalho profícuo com os restantes elementos e com o executivo da junta de Freguesia da Vila de Prado, que fez na minha opinião um excelente trabalho.
Não estava para dificultar as decisões a tomar, até porque, na minha opinião, não haveria nada a dificultar. Aliás, quis sempre uma posição neutra, nem me assumi nunca como oposição porque para isso, tinha lá em maior numero de deputados o Partido Socialista, que deveria ser oposição mas nunca o fez, diga-se de passagem, por exemplo, senão 100% das vezes anuiu e votou favoravelmente a todos os orçamentos da Junta de Freguesia, prestação de contas, Plano de Atividades e afins. Portanto, nem o Partido Socialista conseguiu ser oposição, daí se reflete o bom trabalho feito pelo atual presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Albano Bastos e a sua equipa nestes 4 anos passados e que previsivelmente, na minha opinião, a ver pelos candidatos opositores continuarão por mais 4.

(V) – Como olha para o anunciado crescimento do Chega em Vila Verde?

(PG) – Para já é anunciado apenas, com base em eleições anteriores, mas nunca esteve em lides autárquicas! Em democracia, a chegada de um novo partido politico, uma nova corrente seja ela boa ou má traz seguidores naturais, e ainda os descontentes com o sistema e afins que potenciam um crescimento que pode ser apenas um “booom” ou que pode quiçá perdurar no tempo.
É na minha opinião muito cedo para perspetivar o que quer que seja sobre um partido que legitimamente concorre à autarquia VilaVerdense, sem registo em eleições autárquicas anteriores.

(V) – Aceitaria uma coligação com o PS, CDU e Chega para obter a maioria na Assembleia Municipal em detrimento do PSD?

(PG) – Aceitaria sempre aquilo que na conjuntura atual fosse o melhor para o concelho e em particular para o órgão deliberativo.

(V) – Como avalia os trabalhos dos últimos 4 anos na assembleia municipal de Vila Verde? A Maioria PSD é entrave para a oposição conseguir atuar e ajudar na tomada de decisões?

(PG) – Considero que os trabalhos correram com a normalidade possível e que se exigia, num período final atípico devido à pandemia. Poderiam num caso ou noutro serem tratados, na minha opinião, de uma forma “menos parcial” mas foi o possível com as pessoas possíveis.

Não considero que o PSD seja entrave, mas é inegável que teve maioria na Assembleia Municipal, e que isso por si só, é o bastante, para existirem algumas tomadas de decisões em consonância natural com o executivo (não sejamos hipócritas porque é assim! É assim em todo o lado!), contudo é importante ressalvar sempre, e quero acreditar, no sentido de responsabilidade de cada um, de cada deputado municipal.
Não obstante, a oposição depende e dependeu sempre de si própria! Fez o trabalho que achou que deveria fazer, mal ou bem, sempre teve intervenções, onde questionou o executivo e os trabalhos da Assembleia Municipal, porém será outra a questão, se as perguntas e dúvidas que toda a oposição levantou seja ao executivo seja referente aos trabalhos tiveram as respostas desejáveis !

(V) – Acha possível este ser “um ano de mudança em Vila Verde” e a maioria PSD cair?

(PG) -Este ano é atípico em todos os sentidos, temos 6 listas a concorrer à câmara municipal, onde poderá existir a hipotética divisão de votos. Contudo, comparativamente às últimas eleições autárquicas constata-se um inesperado e acentuado decréscimo na formação de listas nas freguesias num dos principais partidos da oposição – o PS – que poderá levar a resultados muito inferiores a 2017. Hipoteticamente será assim um trabalho mais fácil para o PSD, o que também hipoteticamente, não levará a cenários de tormentas (digo eu!).

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