Guimarães

Cervejaria Martins, de Guimarães, completa 70 anos de existência

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A Cervejaria Martins celebra durante o mês de agosto 70 anos de existência. Uma data especial recordada pelos sócios gerentes Damião Martins e Júlio Martins. Um espaço que é uma verdadeira ode à cerveja e onde a tradição se mantém de geração em geração.

No Toural, em Guimarães, há uma esplanada que se estende sobre a praça e enche de luz os olhos das gentes. Há 70 anos que aqui mora a Cervejaria Martins. Desde 1951 que da pequena e “velha mercearia do Júlio” onde já na altura “vinham os jogadores todos do Vitória” se ergueu o espaço que hoje se conhece e que manteve a venda de cerveja ao copo até aos dias de hoje.
“A Cerveja vinha de comboio e íamos buscá-la à estação, em barris de 30 litros”, recordam Júlio e Damião Martins, sócios da Cervejaria. Com o hábito de a fazer bater no balcão para avivar a espuma que escorrega sobre o copo, o segredo “exclusivo” é apenas um: “vender muita cerveja!”

Dentro destas paredes sempre se celebraram grandes vitórias futebolísticas. Damião e Júlio relembram a subida do Vitória S.C. à primeira divisão, e um célebre jogo entre o clube da terra e a Dinamarca onde a cerveja esgotou. “O camião do fornecedor veio descarregar aqui diretamente e os próprios dinamarqueses ajudaram a tirar os barris!”

A Cervejaria Martins foi em tempos o “Tribunal” dos grandes críticos de futebol e da sociedade em geral. Mudaram-se os tempos, mas a vontade de fazer mais e melhor permaneceu e hoje, para além da cerveja sobejamente idolatrada, também os petiscos merecem destaque. Do marisco aos pregos do lombo das francesinhas tradicionais ou em pão bijou, tudo é um verdadeiro delírio para o palato de uma generosa ementa que a casa apresenta. E sobre esta última, Damião Martins reforça ainda, “quem não conhece, juga que é apenas uma tosta mista, mas não é!”

Com a tradição a manter-se numa verdadeira passagem de testemunho de geração em geração, recordam ainda o Jogo da Moedinha, um pequeno jogo de apostas com moedas, no qual o objetivo era pagar a despesa a quem ganhasse “um cafezinho, uma rodada de cerveja, mas nunca jogado a dinheiro”.

Passaram as modas mas o fino a copo a bater no balcão, que há anos revolucionou os hábitos vimaranenses, prolongou-se pelas gerações. A herança de uma vida e um orgulho desmedido para quem viu este espaço crescer até aos dias de hoje.

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