Braga

SOS Árvores Braga acusa câmara de ‘desvaste’ de árvores no pavilhão das Goladas

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O Movimento SOS Árvores de Braga alerta para mais um abate generalizado de árvores, na envolvente da futura obra de “Requalificação e Ampliação do Pavilhão das Goladas”, e enviou um comunicado para o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio.

Tal como evidenciado nas fotografias de satélite, desde o ano de 2013 foram abatidas cerca de metade das árvores presentes no local, sem justificação conhecida e sem qualquer replantação local.

“É mais um exemplo da falta de um Regulamento do Arvoredo Urbano, que colmate os efeitos da ignorância da importância das árvores e das regras para a sua boa gestão. Esta ação arboricida é agravada pela atual emergência climática, que tem aumentado a frequência de fenómenos climáticos extremos: Mais dias de calor extremo, incêndios, chuvadas intensas, inundações, perda de bens e vidas”, escreve o movimento em comunicado.

As árvores fixam a água subterrânea, filtram a poluição atmosférica, atenuam o ruído, suavizam os extremos climáticos, combatem as ilhas de calor, contribuem para o bem-estar e saúde dos cidadãos. Não menos importante, as árvores fixam o carbono responsável pelas alterações climáticas, libertando novamente quando morrem.

“Assim, é ainda mais incompreensível o corte generalizado de árvores que temos assistido na cidade de Braga. Nos últimos anos centenas de árvores foram abatidas, muitas por motivo fútil: projetos mal concebidos, queixas individuais, por folhas, por falta de vista para a paisagem de betão, muros partidos, passeios pontualmente levantados por raízes de árvores. Em todos estes casos, sem que se consultem os vizinhos da árvore em questão ou os utentes da rua, o abate é imediato. No entanto, não se tem verificado as subsequentes reparações ou, mais importante, correção das más práticas na gestão do arvoredo urbano, que persistem. Pelo exposto, o Movimento SOS Árvores de Braga reivindica que seja rapidamente criado e implementado o futuramente obrigatório Regulamento do Arvoredo Urbano e que este preveja a obrigação de consulta pública prévia a qualquer projeto ou abate”, conclui o comunicado enviado a Ricardo Rio.

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