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Comissão Episcopal Europeia defende que a Europa deve acolher os perseguidos

(c) LUSA
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O presidente da Conferência das Comissões Episcopais Europeias, o arcebispo luxemburguês Jean-Claude Hollerich, defende que a Europa deve acolher, como refugiados, “os que são perseguidos” nos seus países.

Em declarações ao ‘podcast’ do Santuário de Fátima #fatimanoseculoXXI, “a Europa não poderá acolher todos aqueles que querem vir”, reconheceu o prelado, acrescentando que “é preciso estabelecer políticas para que as pessoas permaneçam nos seus países e possam ter uma vida boa nos seus países”.

“Mas os que são perseguidos, temos o dever sagrado de os acolher”, afirmou, segundo declarações hoje citadas pela página do Santuário de Fátima na Internet.

O arcebispo do Luxemburgo disse também que “é preciso rezar muito pelos políticos” europeus.

“Temos de rezar pelos líderes europeus para que se abram à pobreza, porque hoje temos todos a tentação de pensar que vivemos numa pequena comunidade, com pessoas que pensam como nós, e já não vemos o mal que existe, já não conseguimos ver a pobreza, a miséria”, afirmou o presidente da Conferência das Comissões Episcopais Europeias.

“O mundo afunda-se, por vezes, em todas as dificuldades. Se olharmos para as notícias, todas as noites, fala-se de morte, de desolação, etc. Diria mesmo: o mundo está em pé de guerra. Há tantas pessoas que sofrem em guerras, em conflitos”, acrescentou, para evidenciar a atualidade da mensagem de Fátima, “uma mensagem universal” de “fraternidade”.

O cardeal Jean-Claude Hollerich esteve em Fátima no passado mês de agosto, tendo presidido à peregrinação de 12 e 13 ao Santuário.

Na ocasião, dirigindo-se aos migrantes e aos refugiados sublinhou o esforço que fazem para ajudar “a construir a riqueza económica e cultural dos países que, por esse mundo fora”, os acolhem.

“A Europa hoje vive longe de Deus, esqueceu-O! Com o vosso espírito de serviço, com a vossa fé e vossa religiosidade procurai continuar a ajudar os países que vos acolhem para viver, a não perderem a esperança” disse o cardeal luxemburguês, para quem “nos grupos de solidariedade cristã são precisas pessoas abertas que favoreçam o acolhimento dos refugiados e migrantes”.

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