Vila Verde

“Derrubado que seja o muro da má-fé, dos interesses pessoais e das vaidades do poder, José Morais voltará a fazer política”

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Pedro Gonçalves, deputado municipal pelo Partido Socialista de Vila Verde, teceu rasgados elogios ao trabalho desenvolvido nos últimos anos por José Morais, atual vereador socialista, na última Assembleia Municipal, que teve lugar ontem (16).

“Não poderia encerrar a minha intervenção política em Vila Verde sem me dirigir a esta assembleia, e, através dela, a todos os vila-verdenses. E faço-o com espírito de gratidão”, começou por dizer.

O deputado municipal, que é filho de Martinho Gonçalves – ex-deputado na Assembleia República e ex-líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Vila Verde – disse que nesta “primeira incursão plena na política”, acedendo ao convite de José Morais, trazia consigo “todos os sonhos que um jovem político pode e deve ter, mas também o receio da frustração que outros, mais calejados, já tinham tido” e por isso mesmo disse ter ficado triste “ao ver aqueles momentos em que o apego ao partido, ou ao umbigo, vencia o amor a Vila Verde!”

Terminou a sua intervenção agradecendo a José Morais “de quem os vila-verdenses podem ser gratos pelo que, em tão pouco tempo, já fez pela nossa terra.”

“O tempo se encarregará de lhe fazer a justiça devida, e o José Morais ainda irá ter uma intervenção política em Vila Verde, e aí irá demonstrar todos os seus valores e a sua competência.
Tenho a certeza que, derrubado que seja o muro da má-fé, dos interesses pessoais, das prepotências, das vaidades do poder, o José Morais – e todos os “José Morais” deste mundo… – voltarão a fazer política e, principalmente, da política séria que ajude a nossa terra e que dignifique os vila-verdenses”, rematou.

Intervenção de Pedro Gonçalves na íntegra:

“Não poderia encerrar a minha intervenção política em Vila Verde sem me dirigir a esta assembleia, e, através dela, a todos os vila-verdenses. E faço-o com espírito de gratidão. Gratidão aos eleitores que me e nos elegeram para os representar, nesta tão nobre tarefa de fiscalização e escrutínio do trabalho municipal, no órgão mais importante no Poder Local, aquele que aprova as leis da autarquia e vigia o seu cumprimento.

Há quatro anos, respondendo ao convite do José Morais e do PS de Vila Verde, acedi figurar na lista apresentada pelo PS à Assembleia Municipal.

Nesta minha primeira incursão plena na política, trazia comigo todos os sonhos que um jovem político pode e deve ter, mas também o receio da frustração que outros, mais calejados, já tinham tido.

Pois bem, vi e concretizei alguns objetivos, mas também me desiludi mais vezes do que estava à espera.

Na verdade, assisti a muita boa vontade em fazer coisas pelo nosso concelho, pelas nossas freguesias e pelo povo, observei alguma camaradagem entre todos, vibrei com intervenções brilhantes e, de um modo geral, senti uma urbanidade entre todos os membros desta casa.

Mas, também, confesso, esperava um pouco mais de consistência e de independência no discurso, mais intervenção dos senhores Presidente de Junta, aqueles que lidam mais direta e permanente com as pessoas da sua terra.

E fiquei triste ao ver aqueles momentos em que o apego ao partido, ou ao umbigo, vencia o amor a Vila Verde! 

Todos cometemos erros, embora muitos não gostem de o reconhecer. Da minha parte, penitencio-me se, por vezes, os excessos e as paixões se sobrepuseram à razão e à discussão séria e serena dos verdadeiros problemas da nossa terra.

Por outro lado, desiludiu-me a quase total ausência de cidadãos a intervir no período destinado ao público.

E questiono-me se não seria de convidar para falar nesse período os representantes das várias instituições do concelho, e os nossos jovens estudantes, que poderiam trazer uma visão diferente e, porventura, mais realista, acerca dos problemas e respetivas propostas de solução.

Caros amigos:
É sabido que tenho o sangue da política nas veias, e tenho Vila Verde no coração, talvez pelo exemplo dos meus avós, e especialmente do meu pai, que todos aqui bem conhecem, e cuja herança nunca neguei, e muito me orgulha.
De todos eles me contaram as suas posições públicas, tendo, por outro lado e por inúmeras vezes, presenciado atos próprios de quem gosta muito de Vila Verde e, mais importante, de quem gosta de ser útil àqueles que mais precisam, àqueles a quem a vida é madrasta.
Procuro sempre seguir os seus exemplos, pois foi com esse espírito construtivo, e desejo de exercício de cidadania na política, que aceitei este honroso lugar.
Porém, nem sempre estão garantidas as condições para que esse desiderato se possa alcançar.
Infelizmente, isso acontece em todas as organizações políticas, com mais ou menos estrondo e com mais ou menos visibilidade.
Espero, e desejo, que a nova assembleia municipal a constituir, naturalmente distinta, e, quiçá, mais diversificada, venha a ter o sucesso e a ambição que por vezes faltou neste mandato. Espero, acima de udo, que este seja sempre um espaço de liberdade e respeito plenos.

Não posso acabar sem deixar uma palavra de agradecimento ao PS e, em especial, ao José Morais, que me chamou para estas lides, e de quem os vila-verdenses podem ser gratos pelo que, em tão pouco tempo, já fez pela nossa terra.

O tempo se encarregará de lhe fazer a justiça devida, e o José Morais ainda irá ter uma intervenção política em Vila Verde, e aí irá demonstrar todos os seus valores e a sua competência.
Tenho a certeza que, derrubado que seja o muro da má-fé, dos interesses pessoais, das prepotências, das vaidades do poder, o José Morais – e todos os “José Morais” deste mundo… – voltarão a fazer política e, principalmente, da política séria que ajude a nossa terra e que dignifique os vila-verdenses.

A todos vós que comigo fizeram esta caminhada de 4 anos de debate democrático e de salutar convívio, quero agradecer tudo o que me ensinaram, o que me ajudaram e me fizeram crescer para a vida.

Iremos continuar a ver-nos por aí…
Continuaremos a conversar, a discutir a política e a vida…
Continuaremos a defender Vila Verde, a nossa terra, cada um à sua maneira. Da minha parte, terei Vila Verde sempre no coração.
E, quem sabe, um dia, aqui nos voltaremos a encontrar, para trabalhar por Vila Verde, e para os vila-verdenses.
Porque, como alguém já disse, o sábio é aquele que transforma o medo em prudência, a dor em informação, os erros em começos e os desejos em realizações.”

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