Vila Verde

Misericórdia de Barcelos celebrou 522 anos de história com missa solene

(c) Santa Casa Barcelos
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“Nesta Casa, ao longo dos séculos, existiram, viveram, trabalharam muitos profetas [das Obras de Misericórdia], muitas pessoas misericordiosas, que souberam encarnar, na sua vida, a Misericórdia”. As palavras são de Dom Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, que presidiu, este sábado, à Eucaristia de Ação de Graças pelo aniversário da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB).

O momento de celebração evocou todo o serviço, em prol de quem mais precisa, ao longo de mais um ano. Por isso, em dia de festa, Dom Nuno Almeida felicitou e enalteceu o papel da Santa Casa de Barcelos: “Parabéns pela entrega, pela dedicação, principalmente nestes tempos de tanta incerteza, que temos estado a viver, nestes tempos de pandemia”.

Presente na cerimónia, Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, destacou que “esta Misericórdia tem dado saltos qualitativos no sentido de melhor servir os utentes, que é a nossa razão de ser”. Num ano “marcado pela COVID”, Manuel de Lemos sublinhou que “os nossos trabalhadores foram fantásticos, porque foram os grandes defensores das pessoas que têm a seu cargo”.

No final, também o provedor da SCMB, Nuno Reis, enalteceu “a abnegação e o sacrifício” dos colaboradores da instituição e salientou o “quão importante é o trabalho e o sentido de responsabilidade de cada um, no serviço a quem mais precisa”. Evocando os últimos “19 meses de luta”, o dirigente destacou o trabalho de quem esteve na linha da frente – como auxiliares, enfermeiros, colaboradores da logística e manutenção, assistentes espirituais, médicos, animadores, entre outros profissionais –, mas também o de todos os que lhes deram suporte. “Foi-se e fez-se Misericórdia quando houve ajudantes de ação educativa e educadoras a servir nos Lares, quando pessoas das oficinas deram todo o suporte necessário, quando se comunicou mensagens de força e incentivo pessoais ou nas redes. Até mesmo quando, a partir de casa, alguns asseguravam atendimentos ou velavam para que nada faltasse”, lembrou.

“Forças para voltar a servir, de novo, amanhã”

Recentemente, fruto de um “trabalho de minucioso estudo, organização, conservação, de documentos antigos que fazem parte do nosso Arquivo Histórico”, soubemos que, no princípio de 1499, a Misericórdia de Barcelos já existia e não apenas em 1500, conforme se estimava. Conscientes de que o trabalho desta instituição pode e faz a diferença na vida de muitas pessoas, Nuno Reis, atentou que, “mais do que agradecer 522 anos de vida a servir, pedimos sobretudo forças para o voltar a fazer, de novo, amanhã”.

Atentos ao presente, mas também aos desafios do futuro, Manuel de Lemos, sublinha a importância de, “na medida do possível, evoluir na prestação de cuidados […], introduzir melhorias para que as pessoas sejam mais bem tratadas e os trabalhadores tenham menos dificuldades em cumprir a sua Missão”. Em linha com isso, o provedor da SCMB, Nuno Reis notou que “cumprir as Obras de Misericórdia em tempos comos os de hoje passa por interpretá-los da melhor forma e levar à prática ações concretas” e enumerou, por isso mesmo, as ações concretas previstas para breve, nas várias áreas de intervenção da SCMB.

A eucaristia de Ação de Graças pelo aniversário da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos foi presidida por Dom Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, e concelebrada pelo Padre José Gomes de Araújo e pelo Capelão, Frei Hermano Filipe.

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