Educação

Mais de nove mil estudantes entraram na 2.ª fase no ensino superior

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Mais de nove mil estudantes ficaram colocados na 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, cujos resultados são divulgados, esta quinta-feira, e mostram que sobraram 4.441 vagas para os próximos concursos.

Os dados são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) que mantém as estimativas de este ano se ultrapassar os 100 mil novos alunos quando estiverem concluídas todas as formas de acesso no ensino superior publico e privado.

Nesta 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) concorreram quase 23 mil pessoas, tendo ficado colocados 9.154 estudantes, ou seja, apenas 40% do total dos candidatos.

Ao contrário do que aconteceu na 1.º fase, houve agora mais colocados em instituições de ensino politécnico (4.822) do que em universidades (4.272).

Na 1.º fase, dos quase 50 mil colocados, cerca de 30 mil entraram em universidades e menos de 20 mil em institutos politécnicos.

Os números mostram ainda que 72% dos candidatos ficaram colocados nas suas três primeiras opções, menos do que a percentagem de alunos que na 1.ª fase conseguiu um lugar no curso que queria.

Sobraram para a 3.º fase do concurso nacional 4.441 vagas, a maioria em cursos de institutos politécnicos. Numa análise feita pela Lusa destacam-se inúmeros cursos nos politécnicos de Bragança, Guarda ou Castelo Branco que continuam a ter um elevado número de vagas por preencher.

Contrates na engenharia

Alguns cursos de engenharia voltam a estar em destaque pela baixa procura, mas também existem outros cursos de engenharia que surgem entre os mais procurados com médias acima dos 19 valores.

O curso de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Aveiro é o segundo com a média mais elevada, já que o único aluno que agora entrou tinha uma média de 19,48.

Apenas o curso de Medicina, da Universidade do Porto, superou esta média, já que entraram agora mais dois alunos e a nota mais baixa foi de 19,52 valores.

Segundo uma análise feita pela Lusa, houve nove cursos onde o último a entrar teve uma média superior a 19 valores.

No curso de Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Porto, o último aluno a entrar nesta 2.º fase (entraram dois) teve uma média de 19,52 valores, seguindo-se Engenharia Aeroespacial da Universidade de Aveiro, onde nesta segunda fase entrou apenas um aluno com uma média de 19,48.

Na lista seguem-se o curso de Medicina, da Universidade do Minho (U.Minho), que passa a ter mais um aluno com média de 19,27, e o de Engenharia e Gestão Industrial (U.Porto), onde entraram agora cinco candidatos. Neste curso da Universidade do Porto, o aluno com média mais baixa tem 19,25 valores.

Acima dos 19 valores aparecem ainda os cursos de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico, Medicina (U.Coimbra), Engenharia e Gestão Industrial (Instituto Politécnico do Porto), Design de Comunicação (U. Porto) e Engenharia Física Tecnológica (da U.Lisboa), este último com média de 19,13 valores.

No total, houve 281 estudantes que conseguiram uma vaga num dos cursos com elevado nível de excelência de candidatos, ficando assim ocupadas todas as vagas disponíveis nestes cursos, resultantes de candidatos que não tinham efetivado a matrícula na 1.ª fase ou de vagas que acabaram por ser libertadas por estudantes que agora ficaram colocados em outras opções.

No conjunto da 1.ª e 2.ª fases do CNAES deste ano, já ingressaram no ensino superior público 51.431 novos estudantes, segundo contas avançadas pelo ministério

A Direção-Geral do Ensino Superior estima que no ano letivo se inscrevam mais de 100 mil novos estudantes, tendo em conta as diferentes formas de ingresso no ensino superior público e privado. No ano passado, previa-se cerca de 95 mil novos alunos.

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