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Rangel (PSD) aponta a crise política e eleições legislativas para “fevereiro ou março”

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Paulo Rangel defendeu hoje que a aprovação do próximo OE “não compete” ao partido e, no cenário “especulativo” de crise política, aponta eleições em fevereiro ou março como “o normal”.

O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel defendeu hoje que a aprovação do próximo Orçamento do Estado “não compete” ao partido e, no cenário “especulativo” de crise política, aponta eleições em fevereiro ou março como “o normal”.

Em entrevista à TVI, Paulo Rangel considerou que “não compete ao PSD aprovar o orçamento”, salientando que o documento atual “é um mau orçamento” e que não representa a matriz do partido, que deve ser muito claro no seu papel de oposição.

“Eu acho que o país não perceberia uma crise política, nem é desejável que entremos, mas o PS tem de negociar com aqueles que são os seus parceiros de coligação, o PCP e o BE, defendeu.

No entanto, questionado se uma eventual crise política e eleições antecipadas em plena disputa interna do PSD não prejudicaria o partido, como defende o atual presidente Rui Rio, Rangel rejeitou este cenário.

“Não há nenhum risco de uma eleição feita no PSD nesta altura não permitir que o partido tenha um candidato forte a legislativas se elas se dessem em início de fevereiro, meados de fevereiro ou até março”, defendeu.

Paulo Rangel invocou os precedentes das dissoluções em 2002, 2004/2005 e 2011 para considerar que este calendário não só “não era inédito, como era o normal”.

“Em todos esses casos, o Presidente primeiro ouviu os partidos, como é sua obrigação constitucional, depois ouviu o Conselho de Estado, depois anunciou que ia dissolver, depois a publicação demorou um mês a fazer porque se quis dar espaço para que os partidos se organizassem para eleições”, disse.

No entanto, na semana passada, quando admitiu um cenário de eleições antecipadas perante a ameaça de chumbo do Orçamento por parte de BE e PCP, o atual Presidente da República apontou para outro calendário.

Marcelo Rebelo de Sousa estimou que as eleições legislativas antecipadas se realizariam em janeiro, que o novo Governo tomaria posse em fevereiro e que só haveria Orçamento em abril e realçou que neste período haveria uma “paragem em muitos fundos europeus”.

Na quinta-feira, o Conselho Nacional do PSD chumbou uma proposta da direção para que o calendário eleitoral interno fosse suspenso até se esclarecer se o Orçamento do Estado é ou não aprovado, por 71 votos contra e 40 a favor, e agendou diretas para 04 de dezembro e congresso para entre 14 e 16 de janeiro.

Com Agência LUSA

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