Braga

40 reclusos de Braga trabalham no Presépio de Priscos e recebem remuneração

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Nos últimos sete anos, foram cerca de 40 ou reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que trabalharam no Presépio ao Vivo de Prisco, no âmbito do projeto ‘Mais Natal Priscos’ dinamizado pela paróquia local, avança o Correio do Minho. O projeto resulta de um protocolo assinado entre a Paróquia de Priscos e a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), sendo que “a paróquia já gastou mais de 200 mil euros neste projeto. É a única paróquia de Portugal a realizar esta missão”, refere o pároco, padre João Torres, em comunicado à imprensa citado pela mesma fonte. O padre João Torres, que além de ser responsável pelo projeto ‘Mais Natal Priscos’ é também o coordenador da Pastoral Penitenciária na Arquidiocese de Braga, realça no Presépio ao Vivo de Priscos os reclusos cumprem um horário de trabalho entre as 8.30 e as 17 horas, com intervalo de 60 minutos para almoço, entre as 12 e as 13 horas. Têm a remuneração mensal, sendo que “uma parte do vencimento, cerca de metade, fica retido numa conta”, refere o pároco citado pelo Correio do Minho.

Inserção na realidade da vida

Quando se fala de trabalho no exterior da prisão “não é só de reinserção que se está a falar, mas de inserção na realidade da vida, está-se a dar ferramentas que não tiveram antes, já que muitos deles viveram em ambientes desestruturados. O trabalho para os reclusos não pode ser uma obrigação, nem um privilégio, mas sim um direito”, defende, acrescentando que permitir que reclusos “passem algum tempo na comunidade é um elemento vital para sua reintegração na sociedade. Pode ajudá-los a obter experiência de trabalho, qualificações ou aprender novas habilidades”.

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