Braga

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre demissões no Hospital de Braga

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Esta semana, 9 dos 16 de chefes de equipa da Urgência do Hospital de Braga demitiram-se em bloco. O Bloco de esquerda questionou o governo na Assembleia da República.

“Este é o terceiro caso de demissões conjuntas de médicos responsáveis por diversos serviços hospitalares, por falta de meios e de outras condições de trabalho, depois das demissões conhecidas no Hospital de Setúbal e na Urgência Metropolitana de Psiquiatria do Porto (UMPP)”, refere o Bloco de Esquerda.

Para o Bloco de Esquerda, “esta vaga de demissões a que temos assistido no Serviço Nacional de Saúde era facilmente evitada se o Governo já tivesse tomado alguma iniciativa no sentido de, não só reforçar o número de profissionais nas unidades, mas também de garantir a valorização das carreiras e dos salários no SNS”.

“Esta situação no Hospital de Braga é apenas mais um exemplo de uma política de anúncios vagos, projetos sem visão e medidas cujo alcance é praticamente nulo, como acontece com a dedicação plena apresentada pelo Governo em que, para além de permitir as portas giratórias entre privado e público, nem sequer valoriza as carreiras e com a suposta autonomia de contratação que, afinal, é apenas durante 12 meses e para casos excecionais”, acrescentam.

Para os bloquistas, “outra medida completamente absurda é a do pagamento de 25% e 50% das horas extraordinárias, uma vez que o Governo se limita a remunerar a exaustão dos médicos que já fazem milhões de horas extraordinárias, mas a não resolver o problema”.

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