Braga

Braga. Máquina de combustível da Galp apreendida por estar ‘viciada’

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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu três equipamentos de abastecimento de combustível em estações de serviço de Braga, Santa Maria da Feira e Viseu, pelo crime de especulação.

Em comunicado, a ASAE informou ter detetado, “em flagrante delito, três equipamentos de abastecimento de combustível (gasóleo e gasolina) em prática especulativa, em estações de serviço, localizadas nos municípios de Braga, Santa Maria da Feira e Viseu”.

A entidade detalhou que, “em alguns casos, a contagem do pagamento iniciava-se nos cinco ou seis cêntimos, em outros, a contagem chegava a iniciar-se nos 0,95 euros, previamente a qualquer tipo de abastecimento ‘real’ de combustível”.

Os equipamentos apreendidos vão ser alvo de perícia técnica, uma vez que tinham sido sujeitos a controlo metrológico este ano e exibiam os respetivos selos de validade e de conformidade com as regras.

Em declarações em exclusivo ao Semanário V, fonte ligada ao processo disse que o posto de abastecimento localizado em Braga pertence ao grupo Galp.

O Semanário V tentou obter um esclarecimento junto da Galp, mas a mesma escusou-se a responder até ao momento desta publicação.

As questões levantadas pelo V, que até ao momento não obtiveram resposta:

– temos informação que o posto de abastecimento de Braga é pertencente à Galp. Foi só essa identificada no país, ou houve mais pertencentes à v/ empresa?
  
 – consegue justificar o sucedido? Erro técnico e/ou humano?
  
 – que diligências já foram tomadas para que não aconteça o mesmo em outros postos de abastecimento?
  
 – de que forma pretendem restituir a credibilidade da marca junto dos seus clientes no(s) posto(s) identificado(s)?

Lucros da Galp subiram para 161 milhões no 3.º trimestre

A produção da Galp Energia atingiu 128,2 mil barris por dia no terceiro trimestre do ano, uma descida de 4% face ao período homólogo

A Galp registou um lucro de 161 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, uma subida relativamente ao prejuízo de 23 milhões no período homólogo, e fechou os primeiros nove meses do ano a lucrar 327 milhões.

Segundo os resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses do ano comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de janeiro a setembro a empresa lucrou 327 milhões de euros, uma subida relativamente aos prejuízos de 45 milhões dos primeiros nove meses do ano passado.

Segundo os resultados do terceiro trimestre, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 51% relativamente ao período homólogo para 607 milhões de euros. Nos primeiros nove meses do ano o EBITDA chegou aos 1.678 milhões, mais 45% relativamente ao mesmo período do ano passado.

A Galp refere que o cash flow operacional ajustado (OCF) atingiu os 468 milhões no 3.º trimestre, um aumento de 143 milhões relativamente ao período homólogo, “suportado pela maior contribuição do Upstream e um melhor desempenho das atividades industriais”.

Quanto aos primeiros nove meses do ano, os valores do OCF chegaram aos 1.383 milhões, uma subida de 59% relativamente ao período homólogo, enquanto o Ebitda RCA chegou aos 1.678 milhões, um acréscimo de 45% face ao período homólogo, “beneficiando das melhores condições de mercado”.

A dívida líquida do terceiro trimestre do ano caiu 3% relativamente ao período homologo, passando para 2.028 milhões.

A produção da Galp Energia atingiu 128,2 mil barris por dia no terceiro trimestre do ano, uma descida de 4% face ao período homólogo, “impactada sobretudo por atividades de manutenção planeada que restringiram as exportações de gás natural”, refere a empresa, adiantando que o gás natural representou 8% da produção de Upstream da Galp.

No Brasil, a produção diminuiu 4% relativamente ao período homólogo para 115,7 mil barris/dia, com “o contínuo ramp-up das FPSOs Tupi Norte, Berbigão/Sururu e Atapu e o início de produção em Sépia em agosto, a não compensar as atividades de manutenção”, refere a empresa.

As vendas de produtos petrolíferos subiram 8% no terceiro trimestre relativamente ao mesmo período do ano passado.

Em relação às vendas de produtos petrolíferos a clientes no terceiro trimestre do ano, os dados hoje divulgados referem que atingiram 1,8 milhões de toneladas (mais 15% relativamente ao período homólogo), “refletindo a recuperação da procura na Península Ibéria”, indica a empresa.

Quanto às vendas de gás natural a clientes, caíram 18% relativamente ao período homólogo, para 4,4 terawatt-hora (TWh), “devido às menores vendas no segmento B2B em Espanha”, enquanto as vendas de eletricidade no terceiro trimestre atingiram os 1.086 gigawatt-hora (Gwh), um aumento de 25%.

*Com Lusa

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