Guimarães

Guimarães desespera por autorização para ‘Centro de Hemodinâmica no hospital’

(c) Município de Guimarães
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Na Conferência de Imprensa do final da Reunião de Câmara desta quinta-feira, Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal, abordou uma questão que tem vindo a preocupá-lo e que carece de uma solução urgente. Trata-se da autorização para entrada em funcionamento do Centro de Hemodinâmica do Hospital Nossa Senhora da Oliveira, um assunto que tem merecido a sua constante atenção, entre pedidos de audiência à Ministra da Saúde e ao Presidente da ARS Norte, bem como um constante diálogo com a administração do Hospital e com o corpo técnico do serviço de Cardiologia.

“Estamos todos desconfortáveis com a situação”, disse o edil. Lembre-se que a instalação do Centro de Hemodinâmica partiu de uma iniciativa da sociedade civil, há cerca de 3 anos, por se sentir a necessidade de acudir às emergências de saúde cardiovascular, valências que neste momento funcionam em V.N. de Gaia e Braga. “Este Centro faz imensa falta, pois permitirá dar uma resposta de proximidade em caso de urgência, aliviando a sobrecarga existente nos hospitais de Gaia e Braga”, frisou Domingos Bragança. “O nosso serviço de Cardiologia tem excelentes profissionais e, tecnicamente, está tudo pronto para que o Centro de Hemodinâmica possa entrar em funcionamento. Mas dizem-nos que é necessário consultar o Hospital de Braga antes de uma decisão, resposta que tarda em chegar, apesar da minha insistência constante. Não se percebe como é que um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros está parado. Ainda há poucos dia voltei a solicitar uma audiência à nossa Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, que tem sido muito atenciosa e do parecer de que este é um Serviço de enorme importância para a área de influência territorial do Hospital Senhora da Oliveira. O que é certo é que andamos nisto há muito tempo. Não podemos permitir que vidas se percam numa situação em que pouco minutos podem ser críticos para a recuperação de um quadro de doença cardiovascular grave, como é o caso de um enfarte do miocárdio”, disse.

Domingos Bragança deixou claro que esta é uma questão que não está na competência direta da Câmara Municipal, mas que não pode deixar de ser uma preocupação política, pois o que está em causa são os cidadãos. O Presidente da Câmara lembrou ainda o número significativo de utentes que são servidos pelo Hospital Senhora da Oliveira, e realçou que tem feito tudo o que está ao seu alcance para colaborar com as autoridades de saúde. Como exemplos, apontou o protocolo para a construção do Centro de Saúde de Moreira de Cónegos, a negociação para utilização das instalações do Verbo Divino para vacinação e apoio de retaguarda, os postos de saúde digitais e o acesso ao hospital pela circular urbana, que será construído. “A saúde é fundamental. Eu podia ficar quieto e imputar a responsabilidade às autoridades de saúde, mas não posso calar-me perante uma questão que afeta os Vimaranenses. Precisamos urgentemente do nosso Centro de Hemodinâmica a funcionar”, frisou.

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