Educação

Professores acusam governo de iludir e prejudicar ‘ainda mais’ alunos e pais

(c) LUSA
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O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores. emitiu um comunicado acerca da ‘task force’ na educação.

Comunicado na íntegra

“Mantendo estruturalmente estas políticas educativas, esta task force, além de tentar dar a ilusão que o ME está a tentar fazer algo, não poderá fazer mais do que:

1. Sobrecarregar ainda mais os professores em serviço (com horas extraordinárias) quando é manifestamente reconhecido que a classe docente está muito envelhecida, exausta e cheia de trabalho burocrático;

2. Diminuir ainda mais o grau de exigência para se poder dar mais aulas (desprestigiando a profissão docente);

3. Aumentar o número de alunos por turma para disfarçar a falta de professores.

Todas estas supostas “soluções” na prática não resolverão o problema de fundo e prejudicarão ainda mais a qualidade de ensino/aprendizagens dos nossos alunos.

INVENTAR A PÓLVORA?

O Ministério da Educação sabe que não é preciso nenhuma task force para resolver este problema. O S.TO.P. só em 2021 (sem contar com outros avisos) já alertou por diversas vezes o ME que a falta de professores só se irá resolver com uma significativa valorização da Profissão, com melhores condições de trabalho (por exemplo, menos burocracia, redução da componente letiva em todos os níveis de escolaridade a partir dos 40 anos e definição clara que todo trabalho com alunos tem que ser considerado como componente letiva, vinculação tendo em conta as reais necessidades do sistema educativo, direito de regresso para todos à CGA, horários de trabalho que permitam aos professores o tempo necessário para a realização das suas atividades profissionais e para a reflexão sobre as suas práticas pedagógicas, direito a formação gratuita e dentro do horário de trabalho, etc) e também salários
mais apelativos (fim das quotas na avaliação e no acesso ao 5.º e 7.º escalões, contagem de todo o tempo de serviço roubado, aumento dos salários para compensar a perda do poder de compra pelo menos da última década, etc).

Também já durante este ano letivo chegámos a alertar o Presidente da República, que continua com um silêncio ensurdecedor perante esta flagrante violação do direito constitucional de acesso à Educação que está a prejudicar milhares de alunos.

Iremos continuar a defender a valorização docente e de todos os Profissionais da Educação, essa é única forma de resolver a falta desses profissionais defendendo também os nossos alunos, sem comprometer a qualidade da Escola Pública.

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