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Mais de 8.400 condutores apanhados em excesso de velocidade em apenas 4 dias

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A operação “Viajar sem pressa”, que decorreu de 19 a 22 de novembro, detetou mais de 8400 condutores em excesso de velocidade, segundo os dados esta terça-feira divulgados. Foram fiscalizados, durante a campanha, mais de 1,4 milhões de veículos.

Em Portugal continental, no período da operação Viajar sem pressa, foram registados 1318 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, 29 feridos graves e 392 feridos ligeiros.

Por comparação com o mesmo período do ano passado, houve mais 282 acidentes, menos três vítimas mortais, mais seis feridos graves e mais 62 feridos ligeiros, de acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

A fiscalização ao abrigo da campanha Viajar sem Pressa, decorreu nas estradas nacionais, com especial incidência em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário, segundo o Plano Nacional de Fiscalização 2021.
A ANSR assinala, em comunicado, que, comparando com a média dos últimos cinco anos neste período, as forças de segurança registaram um acréscimo de 934 acidentes, menos duas vítimas mortais, mais quatro feridos graves e menos 51 feridos ligeiros.

Ainda no decurso desta campanha, foram sensibilizados 243 condutores e passageiros, aos quais foi transmitido um conjunto de mensagens: “A velocidade é a principal causa de um terço de todos os acidentes mortais”; “Quanto mais rápido conduzimos, menos tempo dispomos para imobilizar o veículo quando algo de inesperado acontece”; “Numa viagem de dez quilómetros, aumentar a velocidade de 45 para 50 km/hora permite ganhar apenas um minuto e 20 segundos. Viaje sem pressa”.
Operação tripartida

Esta operação foi levada a cabo pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública. Esteve nas estradas entre 19 e 22 de novembro e visou alertar os condutores para os riscos da condução em excesso de velocidade, uma das principais causas dos acidentes nas estradas.

Enquadrada pelo Plano Nacional de Fiscalização de 2021, a operação Viajar sem pressa foi divulgada nos meios digitais e em quatro ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com a fiscalização da GNR e da PSP em Lisboa, Porto, Braga e Leiria.

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária alertou, no passado fim de semana, que o número de vítimas mortais nas estradas em Portugal é ainda o equivalente equivale à queda de “três aviões, todos os anos”.De acordo com o último relatório da ANSR, a sinistralidade acentuou-se em agosto, com um aumento de 42,5 por cento das vítimas mortais e de 9,1 por cento nos acidentes em face ao período homólogo.

O excesso de velocidade é uma das principais causas dos acidentes nas estradas: representa mesmo mais de 50 por cento das infrações registadas.

“Num atropelamento, a probabilidade de existirem vítimas mortais aumenta em função da velocidade a que circulam os veículos. Se um veículo circular a 30 quilómetros por hora, a probabilidade de as consequências de um atropelamento serem mortais é de dez por cento. Aumentando a velocidade para 50 km/h, a probabilidade passa a ser de 80 por cento. A 70 Km/h, a probabilidade de morte é de 100 por cento”, advertem as autoridades.

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