Vila Verde

PSD de Vila Verde prepara-se para indicar Carlos Cação para deputado

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A Comissão Política do PSD de Vila Verde prepara-se para indicar Carlos Cação, vice-presidente da distrital, para integrar a candidatura social democrata pelo círculo eleitoral de Braga nas próximas eleições legislativas.

A informação foi avançada ao Semanário V por pessoa ligada à estrutura social-democrata concelhia. Segundo a mesma fonte, alguns elementos preparavam-se para indicar o nome de António Vilela – condenado este ano a três anos e meio de prisão, com pena suspensa –  mas o nome de Cação deverá ser o proposto.

É da competência da Comissão Política Distrital elaborar a candidatura que será apresentada à Comissão Política Nacional. Posteriormente, será submetida à apreciação, para aprovação, do Conselho Nacional do PSD.

Cação ao lado de Paulo Rangel para liderar PSD

Paulo Rangel, candidato à presidência do PSD, esteve no passado Sábado no Centro de Artes e Cultura de Vila Verde numa ação de campanha. Para além da presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes e seu marido – o eurodeputado José Manuel Fernandes – também Carlos Cação marcou presença no apoio a Rangel.

Juntaram-se ainda o antigo presidente da autarquia, António Vilela, e Rui Silva.

Carlos Cação com a PJ “à perna” por negócios de 1,3 milhões de euros com a autarquia

A Polícia Judiciária (PJ) realizou na Câmara Municipal de Vila Verde, em dezembro do ano passado, relacionadas com “adjudicações a juntas de freguesia”.

A PJ está a investigar contratos feitos de ajustes diretos entre a Câmara de Vila Verde e empresas que pertencem – ou com ligações – a presidentes de junta de freguesia.

António Vilela foi o principal visado nas buscas da PJ que decorreram na Câmara Municipal, no âmbito de um processo por corrupção, prevaricação e participação económica.  Em causa estão vários negócios entre a Câmara de Vila Verde e diversas empresas de presidentes de junta do concelho, que deram origem a milhões de euros em contratos públicos, como noticiou em exclusivo o Semanário V em 2018.

Carlos Cação, presidente da Junta de Freguesia do Vade foi o que mais lucrou, com a firma da qual era sócio-gerente até julho de 2017 – Pedrivalões – a arrecadar mais de um milhão e trezentos mil euros em obras públicas contratadas pelo Município. Parte desse dinheiro foi obtido através de obras em ajuste direto, sem recurso a concurso público. O autarca do Vade, representante legal nos contratos celebrados com a autarquia, deu sociedade de quotas à irmã, que é agora a representante legal, apesar de ser sócia minoritária. Em agosto de 2017, já depois de ter passado a representação para a irmã, assinou contrato em nome da Pedrivalões com a Câmara de Esposende.

Carlos Cação (Vade), Vitor Mota (Esqueiros, Nevogilde e Travassós), Víctor Ramos (Turiz),  Joaquim Martins (Valbom e Passô) e Carlos Ferraz (Vilarinho, Barros, Sande e Gomide) são exemplos de autarcas que chegaram a negociar diretamente com a autarquia, mas que, entre 2015 [Vitor Ramos] e 2017 [Carlos Cação, Joaquim Martins e Vítor Mota], se afastaram dos dados oficiais por, alegadamente, incorrerem em perda de mandato e possível crime de corrupção passiva.

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