Saúde

Casos da Ómicron em Portugal não são exclusivamente jogadores alerta DGS

(c) LUSA
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A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, esclareceu hoje que os 13 casos confirmados da Ómicron em Portugal não são exclusivamente em jogadores da Belenenses SAD, adiantando que também há casos no ‘staff’.

Em declarações à rádio TSF, Graça Freitas adiantou que, “tratando-se de uma nova variante”, vão avançar com “uma identificação mais alargada dos contactos e proceder ao seu isolamento”.

Segundo a diretora-geral da Saúde, essas pessoas vão ser submetidas a um plano de testagem muito rigoroso, com o objetivo de quebrar cadeias de transmissão.

“Tratando-se de uma nova variante, temos de apertar a malha”, sublinhou.

Questionada sobre o plano que está a ser feito para conter a propagação desta nova variante, explicou que autoridades de saúde fazem a vigilância epidemiológica, o isolamento dos contactos e a testagem desses contactos.

“O INSA [Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge] fará o trabalho de identificar o vírus e saber se [os casos] pertencem ou não à nova variante e, portanto. estão estas duas frentes a trabalhar ativamente”, disse.

“Há um isolamento mais proativo, mais intenso e uma testagem também mais intensa dos contactos e, portanto, isso é o plano que está neste momento a ser feito e é o que nós podemos fazer”, vincou.

Graça Freitas reiterou ainda o apelo às pessoas que tenham viajado da África Austral ou de países em que haja a variante que automonitorizem os seus sintomas e que entrem em contacto com o SNS 24.

Em relação às autoridades de saúde pediu para “mais uma vez” estarem “muito atentos” nos inquéritos epidemiológicos a possíveis ligações epidemiológicas dos casos que encontram e a outros casos que possam ter viajado para sítios onde a variante está a circular ou se os próprios casos vieram de outros locais.

Alertou ainda que “os vírus circulam e se esta variante tiver muita competência, por ser uma variante muito transmissível, vai instalar-se vai propagar-se por todo o mundo”.

“Temos que estar continuamente alerta porque de facto a pandemia não acabou e estas variantes podem surgir em qualquer sítio, sobretudo, em sítios que estão pouco vacinados porque há a possibilidade de isso acontecer e a possibilidade de uma variante se propagar, como disse a Organização Mundial da Saúde, para todo o mundo rapidamente”, salientou.

Questionada sobre se o jogo devia ter sido adiado, afirmou que não é uma competência das autoridades da saúde.

“O que acontece em termos de desporto não é da nossa competência, portanto, será de competência dos clubes da Liga, do que for, mas não é da competência da Saúde que isso fique absolutamente claro”, esclareceu Graça Freitas.

À saúde, rematou, “compete identificar doentes, isolar os doentes, procurar os seus contactos, estratificar o risco desses contactos (…) isso é nosso papel e depois às entidades desportivas compete, enfim. planear a parte desportiva do plantel que resta”.

O INSA identificou em Portugal 13 casos da Ómicron, a nova variante do coronavírus, foi hoje anunciado.

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