Braga

Novo presépio no Bom Jesus de Braga inspira a cuidar da natureza

(c) Arquidiocese Braga
Partilhe esta notícia!

A peça representa, para além do nascimento de Jesus, as tradições do Minho, as romarias e procissões, a música, as profissões, a natureza, o artesanato, entre outros elementos.

A Confraria do Bom Jesus apresentou esta quinta-feira um novo presépio que assinala acções já tomadas no âmbito da encíclica Laudato Si’ e as tradições católicas minhotas.

A peça, concebida por Vicente Craveiro – artista e secretário da Confraria –, representa, para além do nascimento de Jesus, as tradições do Minho, as romarias e procissões, a música, as profissões, a natureza, o artesanato, entre outros elementos.

O presépio assinala algumas acções que a Confraria do Bom Jesus já desenvolveu no âmbito da plataforma de acção Laudato Si’ e valoriza o artesanato local, com o figurado dos artesãos de Barcelos.

Vicente Craveiro explicou que o presépio visa reforçar a tradição de presépios portugueses, apertando para o perigo de desvirtuar esta tradição, com bonecos importados, sem qualquer significado.

Na confecção do presépio, que tem 486 peças, estiveram envolvidos os artesãos da Família Falcão, Manuel Barbeiro, Manuel Sapateiro, Ana Sapateiro e os Irmãos Baraça.

D. Jorge Ortiga afirmou que não pode faltar um presépio “em nenhuma casa minhota” e salientou a importância do cuidado com a natureza, explicando que “a ecologia não é uma questão de moda”, que pertence “ao essencial do viver humano” e que o tempo de Natal é um momento para sublinhar “que continuamos a ser criadores, como se diz no livro do Génesis”.

O arcebispo de Braga pediu que neste Natal sejam ouvidos os “gritos da natureza” e recordou o programa pastoral da Arquidiocese, que fala sobre as feridas da natureza: “Tomemos consciência e sejamos capazes de agir. Ainda não é tarde. Porém, se adormecermos podemos estar a apressar o fim. Que as últimas catástrofes mundiais nos despertem para cuidarmos e curarmos o jardim que ainda temos”.

Comentários

topo