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Gouveia e Melo toma hoje posse como Chefe do Estado-Maior da Armada

(c) LUSA
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O vice-almirante Gouveia e Melo, que ficou conhecido por coordenar a “task force” de vacinação contra a covid-19, toma posse, esta segunda-feira, como novo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA). Uma cerimónia da qual o primeiro-ministro vai estar ausente, por se encontrar de férias.

A posse, numa cerimónia restrita devido à pandemia, é conferida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, às 15h00.

A escolha, pelo Governo, que teve “o parecer favorável do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMA), após audição do Conselho do Almirantado”, e a nomeação, pelo Presidente, aconteceram na quinta-feira.

O vice-almirante, que será promovido a almirante, vai substituir António Mendes Calado, que disse deixar o comando da Marinha “não por vontade própria”.

Um processo com alguma dor em termos institucionais e que eleva ao mais alto cargo da Marinha o responsável pela “task force” da vacinação em Portugal contra a Covid.

O Presidente, que é também comandante supremo das Forças Armadas, agradeceu a Mendes Calado o seu empenho enquanto CEMA, anunciou a sua condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, mas considerou “ser chegado o tempo” de o exonerar do cargo.

No dia seguinte, sexta-feira, o Presidente sustentou que este é “o momento” para substituir o CEMA, uma vez que “fazia sentido esperar pelas leis orgânicas do Estado-Maior-General das Forças Armadas e dos três ramos”.

O Presidente da República disse também que agradeceu “muito ao senhor almirante Mendes Calado, porque não só logo no início deste ano se mostrou disponível para encurtar o mandato – que seria mais tarde, isto agora foi antecipado uns meses – como o cumpriu até o fim de uma forma muito brilhante, como toda a sua carreira”.

No mesmo dia, o primeiro-ministro, António Costa, desdramatizou a substituição do CEMA, alegando que havia um entendimento para “uma saída das funções antes” do fim do mandato.

O vice-almirante Gouveia e Melo coordenou a equipa responsável pelo plano de vacinação nacional contra a covid-19 entre 3 de fevereiro e 28 de setembro.

Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo nasceu em Quelimane, Moçambique, em 21 novembro 1960. Ingressou na Escola Naval em 7 setembro de 1979. Passou 22 anos da sua carreira nos submarinos onde exerceu diversas funções operacionais, tendo comandado os submarinos Delfim e Barracuda.

Aplicação do PRR na Marinha entre os desafios de Gouveia e Melo

Henrique Gouveia e Melo, vai ter pela frente vários desafios no ramo, entre os quais a aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área específica da Marinha, prevê, em concreto, a criação de uma plataforma logístico-científica, por um valor de cerca de 112 milhões de euros.

Na conceptualização desta plataforma, o agora promovido a almirante Gouveia e Melo teve, aliás, um papel relevante, segundo adiantaram à Lusa fontes da Defesa.

Esta terá sido uma das razões que ditou a sua escolha para o cargo.

A plataforma, que deverá funcionar principalmente no Instituto Hidrográfico, poderia, em caso de emergência, como, por exemplo, a ocorrência de um terramoto nos Açores, passar para o Comando Naval.

Esta plataforma integra o investimento designado como o “Centro de Operações de Defesa do Atlântico e Plataforma Naval”, no capítulo relativo ao Mar e ao desenvolvimento da chamada “economia azul” do PRR.

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