Braga

Presépio de Priscos aberto todo o ano “é ideia turística visionária”, defende CDS-PP

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Areia de Carvalho, candidato do CDS-PP à Assembleia da República pelo círculo de Braga, considera que a abertura permanente do Presépio Vivo de Priscos, “é uma ideia turística visionária da paróquia, com um impacto muito
positivo não só na comunidade de Priscos como na economia e na inclusão social do distrito de Braga”.

“Estou fascinado com o Presépio de Priscos, não só pela sua dimensão turístico-cultural, mas sobretudo pela sua dimensão inclusiva”, afirmou Areia de Carvalho, que no último domingo apreciou o presépio.

A edição 2021 do Presépio Vivo de Priscos, no concelho de Braga, que encerrou ao público no último domingo, teve apenas 8 mil visitantes, o que representa uma descida de 93% em relação a 2019, pois em 2020 o presépio não
esteve patente por cauda da pandemia da covid-19.

O presépio é um projeto anual liderado pelo padre João Torres, pároco de Priscos e coordenador da pastoral penitenciária de Braga, que este ano voltou a ser organizado, depois da pausa do ano 2020, por causa da pandemia.
Mas foi ainda a pandemia a provocar uma enorme quebra de visitantes. “Os 8« mil visitantes, deste ano representam uma descida de 93% em relação a 2019, quando o presépio chegou a ser visitado por 135 mil pessoas”, informou o
padre João Torres, que guiou Areia de Carvalho pelo presépio e a comitiva formada por candidatos e apoiantes do CDS-PP.

O presépio, para além de polo divulgador de várias culturas do tempo de Jesus, tem uma componente de inclusão social que, na opinião de Areia de Carvalho “importa assinalar”.

Durante o ano, a paróquia contrata reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que trabalham em Priscos a preparar o presépio do ano seguinte. O processo tem o apoio da Segurança Social. Porém, a burocracia é considerada
excessiva, o que, realça Areia de Carvalho, “é contraditório, dado estarmos em presença de um projeto de inclusão social que é vantajoso para o Estado”.

Segundo o candidato do CDS-PP, “este é um assunto a merecer atenção”, tanto mais que há “uma boa notícia para o futuro”: o padre João Torres tem o sonho de abrir o presépio durante todo o ano, transformando-o num polo de atração turística inserido na oferta turística de Braga como destino religioso.

“Se a ideia se concretizar, e, enquanto deputado à Assembleia da República, tudo farei para ajudar a paróquia nesse sentido, poderá ser aprofundada a capacidade inclusiva do projeto em parceria com o Estabelecimento Prisional de Braga. E teremos aqui um polo de atração permanente capaz de captar turismo religioso internacional”, indica Areia de Carvalho.

Na sua dimensão atual, o presépio ao vivo de Priscos tem cerca de 800 participantes que dão vida a uma história “sempre antiga e sempre nova”, num espaço com cerca de 30.000 metros quadrados de ocupação e com mais de 90
cenários, com referência às culturas egípcia, judaica, romana, assíria, grega e babilónica.

Não faltam muitos dos ofícios que existiam no tempo de Jesus: os ferreiros a forjarem e a temperar o ferro, o sapateiro a concertar sandálias rompidas, serradores que cortam lenha, camponeses a organizarem as ferramentas de trabalho, a tecedeira no tear a jogar fios de lã, o oleiro a moldar o barro, a padeira a amassar a farinha, entre tantos outros cenários da época, e, claro, a família de Nazaré a ser família diante das sombras do seu tempo.

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