Vila Verde

Exclusivo. Antunes & Durães suspeita de beneficiar Rui Silva (PSD) por adjudicações de obras

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A Polícia Judiciária (PJ) esteve, novamente, esta terça-feira (11) a fazer buscas na Câmara Municipal de Vila Verde.

As buscas dizem respeito a “um processo antigo”, diz fonte da autarquia, mas não adiantou quaisquer outros pormenores. Contactada pela Lusa, fonte da Câmara confirmou a presença da PJ, mas também não revelou qual o processo que está em causa.

Segundo informações recolhidas pelo Semanário V, os inspetores da PJ entraram ontem de manhã nas instalações da autarquia, liderada pela social-democrata Júlia Fernandes, fazendo consulta e apreensão de documentos ligados diversos processos e foram ainda feitas buscas na Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV).

Rui Silva, ex-deputado do PSD, principal visado nas buscas

Rui Silva, ex-deputado do PSD, que afirma desconhecer qualquer ligação com o caso das buscas segundo avança a imprensa, é o principal alvo das buscas em que são visados, em consequência, António Vilela, antigo edil, e João Luís Nogueira, diretor da escola.

As buscas referem-se a ‘processos antigos’ relacionados com uma certidão que foi extraída do caso em que os três estão a ser julgados na Instância Central Criminal de Braga, cuja audiência continua no próximo dia 20 de janeiro, com declarações de António Vilela.

Vila Verde. Dezenas de agentes da PJ envolvidos nas buscas na Câmara Municipal

Cerco aperta ao trio Rui Silva (PSD), António Viela (PSD) e João Luis Nogueira (EPATV)

O cerco volta a apertar-se a este trio, precipitado pelo facto de Rui Silva já não ser deputado à Assembleia da República devido à dissolução do Parlamento.

Segundo informações avançadas ao Semanário V, a PJ de Braga que recolheu documentação digital, em papel, e pretendem apurar se o apartamento em que reside Rui Silva, na freguesia de São Vicente, em Braga, será mesmo propriedade dele, apesar de estar em nome de um irmão.

A suspeita recai para o irmão de Rui Silva que terá sido ‘um normal comprador da fração’, pelo “valor simbólico” de 60 mil euros, a uma empresária que, com o marido, detém uma firma, sediada então em Braga, que forneceu bens e serviços à Câmara de Vila Verde e à EPATV, sempre quando Rui Silva desempenhou altos cargos e em ambas as instituições.

Empresa Antunes & Durães LDA suspeita de beneficiar Rui Silva por adjudicações de obras

Uma fonte ligada diretamente ao processo, que pediu anonimato ao Semanário V com receio de represálias, garantiu em nosso jornal em exclusivo que nesta fase das investigações, acredita-se que o apartamento tenha sido uma contrapartida dada indiretamente a Rui Silva, pelos altos montantes envolvidos com as contratações de bens e de serviços, contratados à empresa Antunes & Durães LDA, sediada em Palmeira, no concelho de Braga, entretanto insolvente e neste momento em fase de liquidação.

A mesma fonte diz ao V que os inspetores “procuravam contratos de empreitada da EPATV com este empresa, que fizeram antes de 2012 duas empreitadas – a vedação exterior da escola e uma sala de cabeleireiro.” “E pequenas manutenções…. Pouca coisa”, diz.  Fonte da EPATV esclarece ao V que a escola “tem tudo documentado: requisições, faturas e contratos de adjudicação.”

“Acho que tem a ver com as relações do Dr. Rui Silva com esta empresa, em particular o Durães”, remata.

Outra das suspeitas que  recai sobre o ex-deputado na Assembleia da República (Rui Silva) é que possa ter influenciado que determinadas áreas passassem a ter capacidade construtiva e já não só agrícola, aumentando exponencialmente o seu valor. Suspeitas, estas, que Rui Silva, através do seu advogado, Reinaldo Veloso Martins, nega “categoricamente”, segundo cita a imprensa.

PJ na Câmara de Vila Verde em busca de “adjudicações a juntas de freguesia”

As buscas da PJ na Câmara Municipal de Vila Verde são ‘uma constante’ e ainda mais intensas desde que, despontou no concelho a investigação do Semanário V  “Apanhados na Teia“, que envolvia negócios de empresas de presidentes da junta (PSD) com a Câmara Municipal envolvendo milhões de euros.

A 3 de dezembro de 2020, a Polícia Judiciária esteve na Câmara de Vila Verde, a fazer buscas relacionadas com “adjudicações a juntas de freguesia”. Essas buscas foram acompanhadas por duas magistradas do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional (DIAP) do Porto, da secção de investigação económica e financeira.

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