Vila Verde

Eleições Legislativas travam crescimento do Chega em Vila Verde

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As Eleições Legislativas de ontem vieram fragilizar o partido Chega no concelho de Vila Verde. Se já era notória as divisões do partido e a “guerra” aberta com a distrital de Braga, o resultado de ontem foi a “prova provada” das hostilidades nos bastidores.

Em 2021, nas Eleições Presidenciais onde André Ventura, líder do Chega, almejava chegar a Belém, obteve 2440 votos no concelho de Vila Verde. No mesmo ano, já nas Eleições Autárquicas, Fernando Silva (Feitor) conseguiu mobilizar muitas centenas de vila-verdenses às urnas, a votar em si e, por consequência no partido. O concelho viu o começo do que poderia ser o início de uma transformação da direita no concelho, liderada há vários anos pelos sociais-democratas. Feitor conseguiu a proeza de obter 3192 votos, um aumento de cerca de 30% face às Presidenciais. Com isto, foi eleito vereador na Câmara Municipal de Vila Verde.

Porém, ontem a realidade mostrou-se bem diferente. O Chega no concelho obteve apenas 2020 votos, o pior resultado do partido. Contas feitas, perdeu-se cerca de 37% do eleitorado do partido de Ventura. Foram “1172 que não alinharam em traições feitas a Feitor, e foi uma forma de penalizar Filipe Melo”, diz um militante do Chega ao Semanário V.

Filipe Melo eleito deputado, apesar de acusações de “traição” e sem apoio de várias concelhias

De facto, conforme noticiado anteriormente pelo V, Filipe Melo, que era cabeça de lista de Braga pelo partido Chega – eleito ontem deputado à Assembleia da República – fez campanha numa arruada na feira das velharias em Vila Verde, sem a presença dos ‘pesos pesados’ da concelhia de Vila Verde e sem o apoio de Fernando Silva.

Contactado pelo Semanário V na altura, Fernando Silva disse que não houve convite por parte da Distrital para essa ação de campanha em Vila Verde. Adiantou ainda que a Concelhia não esteve presente com os seus dirigentes devido “à falta de cordialidade por parte da Distrital de Braga ao não apresentar convite à concelhia”, apesar de Feitor ser o único vereador eleito na zona norte pelo partido.

Recorde-se que, como noticiou em exclusivo o V, Filipe Melo não reuniu apoio de várias Concelhias do Chega nestas Legislativas. Contactamos muitas das Concelhias e as respostas à redação foram unânimes: não estavam ao lado de Melo, mas sempre ao lado de André Ventura. A Concelhia de Barcelos do Chega anunciou até a retirada de confiança política à Distrital de Braga e a Filipe Melo.

Vítor Meira, presidente da Concelhia do Chega de Famalicão disse que “esta pessoa (Filipe Melo) não reúne nenhuma qualidade como pessoa ou política para assumir uma candidatura por este partido. Sempre falando por mim, quer ele é a aposta errada como todas as decisões posteriormente tomadas por ele só criaram uma maior clivagem entre ele, dono e senhor da distrital, e das estruturas concelhias do distrito. No meu caso específico, não lhe devo vassalagem. Apoiava quando achava a decisão correta e discordava nas mas decisões.”

Vítor Meira diz ainda “quando algum presidente concelhio se começava a destacar, tinha que ser afastado. Fui traído por ele (Filipe Melo) e pelo seu pupilo de Famalicão com a promessa de lugar na lista e na presidência da concelhia.”

 

 

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