Mundo

Numa Ucrânia em guerra, milhares abrigam-se no metro

Numa Ucrânia em guerra, milhares abrigam-se no metro © 2022 Semanário V
Partilhe esta notícia!

São milhares os ucranianos que procuram abrigo às investidas dos militares russos, nas estações de metro de Kharkiv e de Kiev.

Famílias, incluindo crianças e animais de estimação, ocuparam estações de metro desde o dia de ontem, quando as tropas russas invadiram a Ucrânia. “É absolutamente surreal. Quarta-feira, estaria cheio de passageiros a ir e voltar para o trabalho. Hoje [ontem], tornou-se um abrigo antiaéreo improvisado”, relata a principal correspondente internacional da CNN, Clarissa Ward.

“As pessoas começaram a entrar aqui… Essas pessoas estão assustadas. Estão confusas. Estão desesperadamente incertas sobre o que devem fazer, por quanto tempo podem abrigar-se aqui, para onde vão a partir daqui”, disse.

Em Kiev – capital ucraniana -, as estações de metro também se tornaram bunkers improvisados. Em declarações à CNN, testemunhas dizem que as estações estão lotadas de pessoas que levaram mantimentos, e que se encontram organizadas em grupos.

Após meses de tensões, a Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 100.000 deslocados no primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar e desnazificar” o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus “resultados” e “relevância”.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

Comentários

topo