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Refugiados cruzam as fronteiras da UE para fugir de bombardeios na Ucrânia (fotos)

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É o desespero. Famílias inteiras tentam entrar na Polónia, Roménia, Eslováquia e Hungria para escapar aos bombardeamentos russos na Ucrânia.

“É tão difícil deixar tudo para trás”, lamenta ucraniana à CNN.

Desde a invasão russa em território ucraniano, são vários os que tentam fugir à guerra nos países vizinhos, procurando refúgio temporário em pavilhões desportivos e estações de comboio.

Enquanto Putin lançava os seus mísseis de cruzeiro e investidas de artilharia em várias cidades ucranianas, incluindo Kiev, famílias aterrorizadas enchiam as fronteiras da União Europeia, na tentativa de escapar à fúria russa.

Em Beregsurany, cidade húngara que faz fronteira com a Ucrânia, Ilona Varga, de 69 anos, entrou na União Europeia a pé, deixando para trás a sua casa e o seu negócio local. Em declarações à CNN disse que os seus filhos lhe aconselhavam para ir de vez para a Hungria, “e eles estão certos”, diz. “Mas é tão difícil deixar tudo para trás. Nasci aqui, cresci aqui, tenho meu trabalho aqui, tudo me prende aqui”, desabafa.

Segundo dados divulgados esta quarta-feira, 2 de março, pela ONU, a guerra na Ucrânia já fez 835 mil refugiados. Os dados são do Alto Comissariado das Nações Unidas para as Migrações. Mais de metade dirigiu-se à Polónia.

 

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