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Ucrânia. Carro cravejado de balas por tropas russas nas ruas de Kiev

Guerra na Ucrânia - Carro cravejado de balas por tropas russas nas ruas de Kiev © 2022 Palinchak / Semanário V
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A tensão vivida nas ruas de Kiev é cada vez maior mediante a tentativa de avanço do exército russo para tomar de assalto a capital da Ucrânia. Nas ruas de Kiev assiste-se a troca de tiros e, em plena luz do dia, um carro foi cravejado, sem piedade, pelas tropas russas. Ao Semanário V, um fotojornalista diz serem visíveis “vestígios de bala e fragmentos, sangue e vidros partidos.”

O cenário de guerra é cada vez mais real e envolve cada vez mais civis que sofrem com o poderio da Rússia e das investidas da coluna militar que Putin enviou para Kiev.

Tropas russas conquistam primeira grande cidade na Ucrânia

Autoridades ucranianas confirmaram hoje a tomada da cidade portuária de Kherson, no sul do país, por parte de tropas russas, uma captura que a Rússia tinha anunciado na manhã de quarta-feira. Kherson, com cerca de 290 mil habitantes, é o maior centro urbano capturado pelas forças russas desde que a invasão começou, em 24 de fevereiro.

O chefe da administração regional de Kherson, Gennadi Lakhouta, pediu aos moradores, através da plataforma Telegram, que fiquem em casa, indicando que “os ocupantes estão em todas as partes da cidade e são muito perigosos”. O presidente da câmara municipal da cidade, Igor Kolykhaiev, anunciou que se havia reunido com tropas russas num prédio da administração de Kherson.

“Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que estamos a trabalhar para proteger a cidade e a tentar lidar com as consequências da invasão”, disse, numa publicação na rede social Facebook.

“Estamos a ter enormes dificuldades com recolha de corpos e enterros, entrega de alimentos e remédios, recolha de lixo, gestão de acidentes, etc.”, acrescentou Kolykhaiev.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

Guerra na Ucrânia – Carro cravejado de balas por tropas russas nas ruas de Kiev © 2022 Palinchak / Semanário V

Guerra na Ucrânia – Carro cravejado de balas por tropas russas nas ruas de Kiev © 2022 Palinchak / Semanário V

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