Braga

Braga garante “acolhimento pleno” a 44 refugiados que estão a caminho

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O autocarro humanitário que na quinta-feira rumou de Braga à Polónia encetou hoje a viagem de regresso àquela cidade minhota, com 44 refugiados a bordo, estando a chegada prevista para segunda-feira.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, disse que no autocarro embarcaram 10 crianças (entre 01 e 11 anos) e nove adolescentes (dos 12 aos 17 anos).

Seguiram viagem também 25 mulheres adultas, três das quais com mais de 65 anos.

“Temos vindo a trabalhar com vários, desde há duas semanas a esta parte, para um acolhimento pleno de todos eles”, acrescentou.

Em termos de alojamento, alguns ficarão em casa de familiares que já residem em Braga, enquanto para os outros estão a ser equacionadas várias soluções.

Numa primeira fase, o Hotel João Paulo II, no Sameiro, vai acolher alguns dos refugiados.

Está também a ser trabalhada a vertente do emprego, havendo já “várias ofertas” de empresas e instituições, uma das quais do Sporting Clube de Braga.

Paralelamente, e ainda segundo Ricardo Rio, vai ser lançada uma campanha de apadrinhamento, para que empresas, instituições ou particulares assumam uma responsabilidade direta e um apoio mais efetivo a cada um dos refugiados.

“Estamos a falar, por exemplo, de responsabilidades ao nível do fornecimento de bens essenciais, como alimentação, que obviamente não podem faltar”, explicou.

Da mesma forma, os refugiados terão também “apoio imediato” para aprendizagem da língua portuguesa e da educação.

“Não sabemos quanto tempo vão ficar em Braga, porque haverá certamente situações muito diversas, mas vamos assegurar que, enquanto cá estiverem, terão um acolhimento pleno”, frisou o autarca.

Na quinta-feira, partiu de Braga um autocarro com destino a Wroclaw, na Polónia, para recolher refugiados ucranianos e os levar para aquela cidade minhota.

No autocarro, carregado de alimentos, agasalhos e medicamentos, seguiram também uma médica, uma enfermeira e um elemento da Proteção Civil, além de um ucraniano radicado na região de Braga que serve de tradutor e de uma cidadã portuguesa que está desde a primeira hora ligada a esta missão.

São 2.850 quilómetros para cada lado, numa viagem que, ida e volta, poderá demorar cerca de 80 horas e que é conduzida por quatro motoristas, para que se faça “praticamente sem parar”.

“Para lá, correu tudo muito bem, para cá também espero que corra. Estamos a pensar que a chegada possa acontecer na segunda-feira, ao princípio da tarde, mas ainda sem certezas”, disse ainda Ricardo Rio.

Na cidade de Braga, já vivem atualmente cerca de 800 ucranianos, o que, segundo o autarca, irá “certamente” facilitar a integração dos refugiados que se abandonaram o seu país por causa da invasão russa.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças.

Segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1,2 milhões de refugiados.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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